CARNAVAL DE MAQUETE


       

   

Grêmio Recreativo Escola de Samba de Maquete

Independente Suburbana


Nas mãos, meu carnaval


Carnavalesco : Thiago Laurentino
Samba utilizado(Escola/Ano) : Acadêmicos do Grande Rio 2005
Interpréte : Negô

SINOPSE


Autor(es) : Thiago Laurentino

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Justificativa do enredo

Para a sua estreia no carnaval de maquete, a Independente Suburbana traz como enredo as mãos do homem. Para muitos, apenas uma parte do corpo, sem muita inspiração poética. Para nós, entretanto, uma ferramenta mágica, instrumento essencial para que os seres humanos manifestem toda a sua potência criadora. Nossa agremiação traz um punho cerrado em seu pavilhão, símbolo de luta e resistência, e vai defender com muita alegria esse tema no desfile de maquete, o carnaval que cabe na palma da mão! A tricolor de Vicente de Carvalho chega com garra para o carnaval da UESM, sonhando em pôr a mão na taça e desejando arrancar muitos aplausos do público.

Sinopse

A explicação das origens do Universo, da Terra e da própria vida humana conta com várias versões mítico-religiosas. Apesar das diferentes formas que o ser humano encontrou para narrar o evento primordial, a imagem do vazio das trevas sem fim é uma constante em muitas delas. Na versão judaico-cristã, descrita na Bíblia Sagrada, lemos que “a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo” (Gn, 1, 2).
Cansado de todo o nada, Deus criou a luz e a separou das trevas, dando origem ao dia e à noite, no primeiro de todos os dias que assim viriam. Em mais cinco dias de trabalho divinal, o Criador fez o firmamento, os mares e a Terra. Nesta, cultivou os vegetais e deu vida a todos seres (nos céus, nos mares e sobre o solo). Não satisfeito, o divino artesão concebeu o primeiro homem do pó da terra, à sua imagem e semelhança, dando-lhe a dádiva de dominar toda a criação. Da costela do homem, teria feito a primeira mulher. A cosmogonia tupi-guarani é um pouco menos “sexista” e conta que o poderoso Tupã criou a humanidade em uma cerimônia elaborada, formando estátuas de argila do homem e da mulher com uma mistura de vários elementos da natureza, e soprou a vida nas formas humanas. De um trabalho manual, o ser humano surgiu. E a ele foi legado o dom de usar suas próprias mãos para também criar.
O homem brinca de Deus e vai manejando o mundo inteiro. Para produzir seu alimento, planta e colhe dia após dia, lavra a terra desde que foi expulso do Éden por estender a mão para o fruto proibido... Com a agricultura, semeia e garante o sustento. Para vencer o tempo e o espaço, registra, talha, grava, escreve. Com símbolos, ícones ou alfabetos, vale-se do privilégio do polegar opositor e marca sobre rochas, metais e papéis suas lembranças, palavras e desejos. Para romper o silêncio, fabrica instrumentos – de percussão, de sopro, de cordas – e enche a alma com acordes musicais, faz o corpo se mover ritmadamente, abre sorrisos e provoca lágrimas. Seu princípio criador não tem limites. Para imitar a realidade, explicar as coisas do mundo ou simplesmente fazer pensar na vida, o homem produz arte. Entalhando, cortando, moldando, lavrando, pintando e bordando, elabora esculturas, imagens, objetos mil. Enche os olhos com cores e formas, ideias e provocações. Ao passar dos séculos, refinou suas habilidades e alcançou a era digital, em que impera a imaterialidade. Põe suas lembranças e a própria realidade nas nuvens, encurta distâncias, cria universos a cada átimo de segundo. São sonhos, desejos, ações e emoções num simples clique ou num leve toque.
Tanto engenho não o impede de gerar destruição. Caindo em contrassenso universal, alguns homens usam suas mãos para fazer o mal. Geram a fome, a miséria, assinam leis e contratos que comprometem as diferentes formas de vida no Planeta. Mãos terríveis utilizam sua inteligência para inventar maneiras de transformar em pó milhares de seres humanos, através de armas e bombas assustadoras.
Felizmente, há mãos espalmadas que apontam aos céus. Em preces e orações, nas mais diferentes línguas, rogam ao Criador, na tentativa de religar a Terra com o céu. Deus atende. Faz nascer em todo o planeta muitas almas boas, decididas a cultivar a paz. Lutam pelas minorias, prestam caridade, levam seus ensinamentos de amor, erguem aos céus seus punhos cerrados, em sinal de resistência. Clamam por fraternidade, igualdade, liberdade e advertem: “ninguém solta a mão de ninguém!”. Nessa queda de braço, a mão do amor há de vencer. Paz e bem!

FONTES:
Bíblia online:
Revista Superinteressante:
Wikipedia: Artigos consultados: “Alfabeto fenício”, “Agricultura” e “Artesanato”
Instituto de pesquisas evolutivas:
Casa Abril:
Escute o Samba

SAMBA DE ENREDO

compositores
Barberinho, Competência, Bitar, Marcelo, Levi, Licinho, Deré, Mingal, Leleco e Ciro
intérprete
Wander Pires

Oh! Mãe terra generosa, solo fértil abençoado
De onde brotam riquezas nosso alimento sagrado
Imenso Brasil da mistura, culinária que fascina
Moça que tempero saboroso
Preparado bem no clima
Se alimentar pro corpo é fundamental
Lá no ninho tem sabor especial
Se há comemoração vamos confraternizar
Comer se torna um ritual
Prepare a mesa nesse carnaval

Beleza a me seduzir
Aroma pra me revelar
Alimentando o meu prazer
Dá gosto no meu paladar

A força que tem entre a terra e o céu vem da fé
Se a vida imita a arte, diversão faz parte
Enriquece o meu saber
Eu só quero ser feliz
Dividir o pão com meu irmão
Por que será, que uns têm muito e outros não?
Abaixo a discriminação
O povo pede paz e união

A mensagem de paz Grande Rio nos traz
A verdade da vida, o prazer de viver
Alimentar o corpo e a alma faz bem, meu bem querer!