CARNAVAL DE MAQUETE


           

   

Grêmio Recreativo Escola de Samba de Maquete

ACADÊMICOS DA FUZARCA


FUZARCA EM UM CANTO DE FÉ E DEVOÇÃO!


Carnavalesco : ALEXANDRE CALLEGARI CAETANO
Samba utilizado(Escola/Ano) : Mocidade Alegre de São Leopoldo
Interpréte : Thiago de Xangô

SINOPSE


Autor(es) : Alexandre Callegari Caetano

https://drive.google.com/file/d/1qPA22uSdEXuesRGIZJWKBCeFIfLhUrFZ/view?usp=sharing


FUZARCA EM UM CANTO DE FÉ E DEVOÇÃO!

Autor: Alexandre Callegari Caetano

 

ARGUMENTO

 

O enredo tem por finalidade mostrar um pouco das mais tradicionais festas, procissões e romarias que nosso povo faz para demonstrar toda sua fé. Fé que é infinita, onde pessoas de todos os tipos e raças se apegam para vencer as dificuldades da vida. Como consta no enredo: “Seja em agradecimento, penitência, seja do jeito que for, o povo tem sua fé e é esta fé que move o mundo”.

 

É desta forma que o G.R.E.S.M. ACADÊMICOS DA FUZARCA traz para a Avenida Moisés Caetano em 2018 o enredo “FUZARCA EM UM CANTO DE FÉ E DEVOÇÃO!”, mostrando um povo que se manifesta através da imaginação, um povo que tem fé o ano inteiro.             

 

ENREDO

 

Celebrando a Fé, nossa escola vem com seu lindo pavilhão exaltar a saga desse povo fiel e devoto, que crê num Deus Infinito e Santo, que lava as dores e enxuga o pranto. Vem ascender às luzes da imaginação desse encontro mágico e universal chamado Carnaval. Traz a alegria do samba no pé, aqui tu és Divino, aqui tu és um Ato de Fé.

Escola que nasceu de sublimes e crentes, devotos a um manto de luz e amor, doce e clemente. Manto que és verde, amarelo e azul. Estendemos nossos olhares à sua infinita grandeza, fonte de rara beleza, que faz desse divino enredo uma oração de amor!

Seguindo um destino, romarias, procissões e provações, povo brasileiro em nome de Deus, anda pelos caminhos da fé. Fé que explica o sentido da vida e assim apresenta um enredo fervoroso, das tradicionais festas religiosas.

Brilhou no céu a estrela guia, como num toque de magia, pousou sobre a terra um ser divino de muita paz e muita luz,o povo se encanta e uma nobre gente com três reis magos peregrinaram lá das bandas do oriente sob a regia de um destino, anunciar o nascimento do Deus menino. E nasce assim o fato determinante na construção da nossa marca de fé.

Redenção! Clama o povo! De um amor à divina celebração. Para tudo aquilo que Deus criou em louvor ao teu encanto, de joelho ou de pé o povo se realiza nos caminhos da fé e faz da crença uma confiança obstinada, ruas e casas são enfeitadas, olhai por nós e faz dessa reza um canto para celebrar a nossa fé.

Vem a quaresma, o silêncio e a penitência lembram à saga pentecostal. Quem vê não se espanta iluminado fica, acende e se encanta com o fogaréu da semana santa, adoração a cruz da missionária tradição do corpo de Jesus.

A fé é estendida, tapetes desenhados ao chão ressaltam aos olhos pelas suas cores e beleza, sobre eles em oração todo povo sai em procissão, Corpus Christi, nossa crença, nossa devoção.

Podendo bater a sua porta a qualquer momento bem de manhãzinha, seguido dos palhaços do reisado e de seus instrumentos barulhentos a Folia de Reis vai despertar quem estiver dormindo, pedem permissão para entrar, tomar café e recolher dinheiro para que no final da festa todos comam e bebam a vontade. Oferecem uma bandeira colorida enfeitada com muitas fitas e santinhos, para que a casa e seus moradores sejam abençoados.

Manifestação que é formada por uma percussão que acompanha um cortejo real, o Maracatu torna-se obrigatório na porta das igrejas de certas regiões, um agrado a Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, é um enorme cortejo onde várias figuras como as damas do paço, caboclos de lança, entre outros percorrem pelas ruas cantando e dançando através do som dos batuqueiros, quando no ápice da festa, abençoam e coroam seu rei e sua rainha que são as figuras mais importantes do cortejo, e é por sua coroação que tudo é feito.

A Festa do Divino é uma representação da decida do Espírito Santo sobre os Apóstolos, os foliões do divino visitam a casa dos fiéis pedindo donativos para a grande festa, ganham à vida divertindo a todos que os seguem pelas ruas em procissão, com um sentimento de devoção e muita fé. As crianças levam o estandarte do divino seguido de enormes bonecos de figuras tradicionais da região. Encerrando a festa, temos a famosa cavalhada e depois a tradicional comilança, para todos que lá estiverem.

Crer na vida é crer na força enviada sobre nós. E é essa força que move cerca de milhões de pessoas a um dos maiores cortejos de fé do mundo, o Círio de Nazaré, escorre pelas ruas de Belém uma multidão de romeiros devotos de Nossa Senhora de Nazaré. Uma grande massa humana ondula entoando cânticos e orações, todos unidos por uma corda que é a grande espinha dorsal da fé.

Da berlinda toda ornamentada de flores o olhar da santa contempla seus fieis, cujas expressões são o símbolo máximo da devoção, no carro dos milagres uma alegoria em forma de barco, devotos contam histórias de dor, alegrias e milagres alcançados através da santa, a festa dura quinze dias e termina com a procissão do Recírio.

Também com uma grande multidão as romarias do Padre Cícero em juazeiro, representam mais do que uma religiosidade em si, mas também um grande caráter festivo e divertido. Por trás da manifestação religiosa, o povo nordestino também comemora, de maneira lúdica, sua devoção ao Santo querido.

Padre Cícero preferiu viver das doações dos fieis, andava trajado como mendigo, o que levava os seus seguidores e admiradores a admitirem que estivessem diante de um padre extraordinário. Padre Cícero, chamado carinhosamente por muitos fieis de “Padim-Ciço”.

Era conselheiro e pai protetor, daí as relações de obediência e de acatamento por parte dos romeiros.

De um jeito ou de outro a fé acompanha este povo. Vende de tudo um bocado: santinhos, amuletos e orações. Isso tudo para ganhar uns trocados e viver em comunhão.   

É hora de se vestir de caipira e aproveitar essa festa que é uma mistura profana e religiosa, as festas juninas reúnem homenagens aos principais santos reverenciados no mês de junho: Santo Antonio, São João e São Pedro. A época é marcada por brincadeiras, comidas típicas, grandes fogueiras e muitos fogos de artifícios, têm as famosas quadrilhas onde casais se vestem tipicamente para reverenciar toda está devoção.

E devoção é o que não falta no santuário nacional de Nossa Senhora Aparecida, que recebe milhares de fiéis durante todo ano e em 12 de outubro, romarias e procissões são feitas em sua homenagem. Desde que foi encontrada pelos pescadores no Rio Paraíba, ela é exaltada pelos seus fiéis que tem um laço eterno de fé muito forte com a Santa.   

Sobre águas claras e límpidas vem á imagem de Nossa Senhora dos Navegantes, tradicional procissão realizada em Porto Alegre. Vários barcos enfeitados acompanham a embarcação que conduz a imagem da santa pelo Rio Guaíba. A imagem da Santa é colocada em outra igreja e outra procissão leva-a de volta para sua igreja alcançando o Porto dos Navegantes onde ficará até o ano seguinte.

A festa do Bonfim se faz nas escadarias da igreja, quando estas são lavadas por cerca de 200 baianas vestidas a caráter com vasos aos ombros despejando águas nas escadarias ao som de palmas e toque de atabaque que são acompanhadas de mais de 100 mil pessoas. É canto e dança para todo lado, para saudar Nosso Senhor do Bonfim.

Reverenciada na areia das praias, a rainha do mar Iemanjá, tem vários seguidores de sua tradição, levam presentes e pedidos que são colocados em barquinhos e lançados ao mar, pela tradição toda oferta que afundar na água será aceita e então será realizado segundo a sua fé e seu merecimento.

E é com muita satisfação que o G.R.E.S.M. ACADÊMICOS DA FUZARCA traz para a Avenida em 2018 o enredo “FUZARCA EM UM CANTO DE FÉ E DEVOÇÃO!”, mostrando um povo que se manifesta através da imaginação, um povo que tem fé o ano inteiro.             

Fé e pecado, tudo entoado num ritmo sagrado. Gente sofrida, gente marcada, que tudo que tem na vida é o sacrifício da promessa cumprida. Devotos e beatos que seguem em romaria ou procissão, seja noite, ou seja, dia, fazendo das palavras sua guia, gente para o que der e vier gente abençoada por varias manifestações de fé, é a alma de um país inteiro, beatos, devotos, promesseiros, romeiros, que tenham toda a fé que é precisa para continuar vivendo a vida. Seja em agradecimento, penitência, seja do jeito que for, o povo tem sua fé,e é esta fé que move o mundo.

 

 

 

Alexandre Callegari Caetano.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Escute o Samba

Escola/ Ano: Mocidade Alegre de São Leopoldo
Compositores: Thiago de Xangô, Tião, Imperial, Rafa do Cavaco e Juninho Berin
Intérprete:
Thiago de Xangô,Tião, Luciano, Everton e Juninho Berin

 

Samba-enredo: De joelhos ou de pé, São Leopoldo nos caminhos da Fé

 

A escola do povo chegou...É São Leopoldo!

No meu peito eu trago o Axé

No embalo da força e da fé

"É Nóis" de novo!

Brilhou no céu a estrela guia

Anuncia o criador

Atos de fé na redenção

Celebração, o menino Deus chegou

Eu vou, de joelhos ou de pé

Caminhar com muita fé

No tapete pelo chão

O fogaréu que ilumina

A crença em forma de oração

Traz a fé em devoção...Maracatu, Coroação

Nesta corda vai o Círio em procissão

Alô, senhor e senhora

Vem abrir a porta, a festa do divino começou

É São João eu vou fazer meu arraiá

Pular fogueira até o dia clarear

Ó "padim", iluminai tantos irmãos

Nessa longa caminhada

O teu conselho é proteção

Senhor do Bonfim, a sua benção deságua no mar

Que essa prece seja a nossa voz

Nossa senhora de todos nós.