CARNAVAL DE MAQUETE


               

   

Grêmio Recreativo Escola de Samba de Maquete

Arco Íris


Boo!


Carnavalesco : Eduardo Wagner
Samba utilizado(Escola/Ano) : Imperatriz Leopoldinense, 2005
Interpréte : Ronaldo Ilê

SINOPSE


Autor(es) : Eduardo Wagner

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SÍNTESE: Inspirado pela obra de Rosa Magalhães para o desfile da Imperatriz Leopoldinense no Carnaval de 2005, o enredo apresenta uma narrativa fantástica onde o Rei Momo envia um convite ao mundo da imaginação para todos os monstros, vilões e assombrações que não têm chance de festejar o Carnaval. No baile de Momo, em seu castelo, todos são recebidos sem discriminação. O enredo apresenta todos os seres que aceitam o convite e sua caminhada até o Baile. É uma forma lúdica de mostrar que o Carnaval, como a grande festa da cultura nacional, é um espaço inclusivo e de aceitação.


Foi uma vez que... Um convite misterioso chegou ao mundo da imaginação. Um chamado para uma grande festa – um Baile de Carnaval! Só que não foram as criaturas e seres “do bem” os convidados, mas sim, todos aquelas odiados e temidos na terra dos sonhos e dos seres reais. Entregue no Castelo Negro de Drácula, o convite pedia educada e gentilmente que todos os monstros fossem a um grande baile, uma grande festa!
Então, do Castelo Malvado o aviso foi dado a todo o mundo da vilania. Caronte, o barqueiro dos mortos, seria responsável por trazer os monstrengos até o Castelo, onde todos deveriam se arrumar para a festa e de lá rumarem juntos em um grande e horroroso cortejo.


O Cavalo Marinho e seu Arco Íris, o ser fantástico símbolo de nossa Escola que levou o convite ao Castelo de Drácula, pegou carona na barca de Caronte, que para essa viagem nem estava cobrando e até deixou de lado sua cara carrancuda.


Da proa da barca tenebrosa, então, avistou um grupo de farrapos! Eram zumbis felizes... Coloriram suas tumbas e se enfeitaram para a festa antes mesmo de chegar até o Castelo. Os zumbis de Thriller, do quase ser fantástico Michael Jackson, sacudiram seus corpos e rumaram para a barca.


À porta do Castelo, Drácula aguardava, nem queria morder pescoços, pois estava tão feliz que esqueceu sua própria fome. E, no castelo, o alvoroço era geral! À entrada, Lobisomens, Bruxas, Diabinhos e Catrinas se aglomeravam, enquanto lá dentro outros monstros terminavam sua produção especial.

Do mundo do imaginário clássico boa quantidade já estava por lá. Mas havia também outros lugares de onde seres maléficos atenderam o chamado de Drácula. E, assim, das telas do Cinema, do mundo da Literatura, dos Quadrinhos, dos Desenhos Animados e das Lendas Urbanas e do Imaginário Popular, uma horda de assombrações, monstros e vilões completou a lotação da barca de Caronte.


Do Cinema, monstros muito maus e outros nem tanto, mais simpáticos que malvados, aceitaram o convite. A enlouquecida Família Adams foi “em peso”. E Mortícia até resolveu bailar como porta-bandeira. A seu lado, o desengonçado Frankenstein, deixou de lado a timidez e começou a dar riscados de mestre-sala pelo chão.


O horrendo Freddy Krueger, o terror dos pesadelos, retirou de suas mãos as garras assassinas, se multiplicou como em um sonho, pegou mil instrumentos e montou uma bateria. Seu repinicado soou longe, tão longe, que a super diva, Elvira, a Rainha das Trevas, correu para a frente da orquestra de percussão e assumiu o posto mais divante: o de madrinha de bateria!


E nesse cortejo muito louco, rumo à festa que prometia ser inesquecível, Jason, o mascarado sanguinário, largou seu facão, pegou um pandeiro e deixou as mágoas de lado. Assim também as múmias famosas do Cinema, coloriram seus farrapos, pegaram pela mão um gato preto e se juntaram a caminhada sem medo, sem mágoa.


E do país das letras e imagens, dos livros, quadrinhos e desenhos animados o primeiro a chegar foi o mais fofinho fantasminha do Brasil: Penadinho! Todo sorridente por ser chamado, dançou super feliz pelo caminho! A feiosa Cuca, do Sítio do Pica-Pau Amarelo, e o vilão horrendo da Caverna do Dragão, o Vingador, estão de bem com a vida, felizes por terem um momento de alegria. Observados por Sacis e Demônios das Sombras, se fizeram mestre-sala e porta-bandeira e nem ligaram mais para nada!


E ainda temos a desalmada Rainha da Neve, de Hans Cristian Andersen, sem sentimentos e de alma gelada, apesar de toda sua frieza, não conseguiu resistir ao som da bateria, e deixou seu coração se aquecer, caindo no samba, desligada da vida, mas sem perder sua elegância e opulência, pois foi para o meio do povo com trono completo!


E chegou a vez daqueles que habitam o escuro do imaginário das cidades. Matinta Pereira, a velha gralha viciada em tabaco, pegou sua porronca, deu uma ajeitada no cabelo bagunçado, alinhou seus trapos e segiu a confusão.


A Mula Sem Cabeça, castigada por corromper o padre, se encheu de fogo, esqueceu sua maldição e encendiou outros padres pelo caminho. E chamou tanta atenção que, de lá de Belém, veio de táxi, a Moça do Táxi, que de tanta empolgação nem quis assustar o pobre taxista, pagou até a corrida com nota de cem!


Por fim, se chega à festa! A entrada é guardada por soldados bem malvados! Mas, esperam... Eles estão de cara cheia... São os Soldados de Copas completamente embriagados... E logo por trás deles, a Malvada Rainha Vermelha, agora de coração abrandado, carrega apenas uma cabecinha para não perder o mau costume. Mas está tão educada, refinada e gentil, que em sua tamanha elegância pode até ser vista como uma nobre baiana.


Então, finalmente, à porta do grande baile, estão Negas Malucas loucas e Malandros entorpecidos chamando a todos para entrarem no Castelo da Alegria, o magnífico reino de Momo, onde todos são aceitos e bem recebidos por orientação de seus sábios conselheiros que os ensinam a ver todo mundo, maus e bons, como seres iguais. Assim, entre todos aqueles que o Carnaval abraça, criaturas de todas as raças e dimensões podem ser aceitas em um grande a magistral Baile Fabulístico de Carnaval!


Escute o Samba

Composição: Josimar, Evaldo Ruy, Jorge Artur, Jorginho, PC Era uma vez...
E um sorriso de criança faz a gente acreditar...
Era uma vez...
Em um mundo encantado,
se prepare pra sonhar...
Contos de fadas, rainhas e reis...
Roupas que o povo não pode enxergar
Os sapatinhos dançando sozinhos
Um rouxinol a cantar
Sereia menina, a bailarina...
Universo criado por um sonhador
E o menino venceu a pobreza
E fez da arte a linda princesa
Com quem viveu grande amor
Pega a viola o repentista
Conta em versos que o grande artista
Da Dinamarca voou, foi além (bis)
Como um cisne altaneiro
Hans Christian Andersen

Foi Monteiro Lobato
Um mestre de fato da literatura infantil
Histórias escritas com arte
E de todas as partes contou no Brasil
O sítio não tem fronteiras
Abrindo as porteiras pra imaginação
Dona Benta recebe encantada
O povo dos contos de fadas
Numa delirante confusão

A turma do sítio apronta
A imperatriz faz de conta
Emília cantando assim: (bis)
Vem viajar nessa história
É só dizer pirlimpimpim