CARNAVAL DE MAQUETE
U E S M

beija-flor-pernambucana3
G.R.E.S.M

Beija Flor Pernambucana


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Carnavalesco : Felipe Panema da Silva.
Samba utilizado(Escola/Ano) : Beija-Flor de Nilópolis 2007
Interpréte :

SINOPSE


Autor(es) : Felipe Panema da Silva.

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Enredo:

Autor: Felipe Panema da Silva.

 

   Sobre o nascer do Sol deleitam-se os raios dourados sobre a terra mãe, em essência da Gênese africana, terra das savanas reais e da negritude, brilha no horizonte o fogo e as silhuetas escuras dos imbondeiros.

  África berço da humanidade e da criação, senhora mãe da vida diversidade, da criação humana e do florescer dos povos, solo materno cuja descendência se fez em tribos, povos e nações. Uma África real e de tantas realezas seja em cada palmo de chão e trovoara em todo o céu.

  Céus estrelados banham de luz os imponentes baobás cuja realeza se reconhece em cada grão de areia de sua terra, beleza e grandeza assim e espelhada o Continente mãe, uma terra de costumes e tradições.

  Tradições e tribos negras povoam todo o  Continente mãe, cada povo com as suas diferenças, costumes, tradições e crenças tudo em plena harmonia seja com a flora ou a fauna, cada ser vivo se completa em uma eterno ciclo de vida em que todos tem a sua função.

  Acima de tudo ser da realeza africana é nunca perder alegria e a força, pois a kizomba não morrera será eterna e na pele negra a realeza estampada para sempre. A herança negra que o Brasil detém é uma das mais valiosas e diversificadas do mundo, sendo uma cultura que respira a alma negra, em toda a terra brasileira. Toda a diversidade negra herdada fez o Brasil constitui sua nação miscigenada que é hoje transformada na realeza quilombola.

  A chegada dos povos africanos trouxe uma grande influência na questão religiosa, a religião brasileira sofreu adaptações com a chegada de um novo culto a outras divindades e uma religião diferente da então difundida. A maior relação com a religião foi a chegada dos orixás que foram difundidos e associados a santos da igreja católica que era a religião dominante da época, a questão das religiões associadas trouxe um novo estilo de culto a sociedade da época, vários orixás foram associados a santos cristãos como Oxalá  equivalente a Jesus, Ogum à São Jorge, Xangô à São João, Iansã à Santa Barbara e tantos outros que compõem todo os altares.

  Tantas igrejas e terreiros estão espalhados pelo Brasil cada qual com as suas semelhanças e diferenças, mais com um só objetivo a crença no que acredita e respeita tornando a crença um bem comum em que acima de tudo prevalece o respeito a todas as crenças sem distinção ou inferioridade. Há de se ver mãe África os seus filhos trilhando caminhos pela igualdade e o amor.

 Os negros que foram trazidos ao Brasil foram introduzidos como escravos para o trabalho rural e urbano em sua maioria como trabalhadores braçais nas plantações de cana, café e outras além de trabalhos em minas e domésticos, o trabalho negro e sua produção fizeram o Brasil enriquecer na sua produção fazem um lugar prospero.

  Eram grandes as quantidades de senzalas espalhadas por todos os recantos principalmente rurais fazendo enriquecer senhores brancos e sendo uma importante e crucial fonte de renda da época da escravidão sendo os negros a maior força de trabalho da época. Os negros foram a maior fonte de trabalho do passado sendo recorrentes até hoje, mais nos dias modernos atuais o trabalho do povo negro acima de tudo do povo brasileiro faz com que seu trabalho seja o pilar vital de toda a estrutura brasileira. Negros hoje no Brasil constroem a nação.

  Grandes foram os heroes negros da história que defenderam a igualdade, o respeito e a inclusão na sociedade por meio de vários movimentos, lutas e resistências a opressão sofrida com os negros. Grandes personagens negros foram imortalizados na história nacional, como Tereza de Benguela uma mulher negra e líder do quilombo do Quariterêre que lutava pelo povo negro da sua época sendo reconhecida e respeitada por todos que a conheciam. A história quilombola vai muito além com sua riqueza histórica tendo um dos mais famosos quilombos brasileiros o quilombo dos palmares situado na região Nordeste esse lugar foi um grande refugio negro no período da escravidão sendo o maior e mais conhecido quilombo brasileiro responsável por abrigar negros fugidos da região, foi um lugar que abrigou grandes heroes negros como Zumbi, Ganga Zumba, Dandara e Aqualtune grandes personagens da história.

  O Brasil tem importantes negros em sua formação identitária nacional, como escritores, músicos, artistas, revolucionários e varias personalidades que compõe todo amplo panteão, entre eles o dragão do mar-Francisco José do Nascimento pioneiro na abolição dos escravos, Carolina Maria de Jesus escritora e favelada na qual escreveu o livro ´´Quarto do despejo: diários de uma favelada``, João Cândido ´´O mestre sala dos mares`` na qual ele foi um marinheiro e um dos lideres do movimento conhecido como, a revolta da chibata, grandes negros das artes e música também são lembrados com Pixinguinha músico, compositor e arranjador, Grande Otelo na qual seria o primeiro ator negro brasileiro e atualmente Marielle Franco socióloga, ativista e vereadora que entra como defensora dos direitos das mulheres negras.

  Hoje o Brasil é um país negro e toda a sociedade por completo tem que entender isso que todos temos sangue negros correndo em nossas veias ´´Brasil corre sangue negro meu povo``.

 

 


Escute o Samba

Escola/ Ano: Beija-Flor de Nilópolis 2007
Compositores: Cláudio Russo, J. Veloso, Carlinhos do Detran e Gilson Dr.
Intérprete: Neguinho da Beija-Flor

 

 

 

Olodumarê, o deus maior, o rei senhor

Olorum derrama a sua alteza na Beija-Flor

Oh! Majestade negra, oh! mãe da liberdade

África: o baobá da vida ilê ifé

Áfricas: realidade e realeza, axé

Calunga cruzou o mar

Nobreza a desembarcar na Bahia

A fé nagô yorubá

Um canto pro meu orixá tem magia

Machado de Xangô, cajado de Oxalá

Ogun , o Onirê, ele é odara

 

É Jeje, é Jeje, é Querebentã

A luz que bem de Daomé, reino de Dan

Arte e cultura, Casa da Mina

Quanta bravura, negra divina

 

É Jeje, é Jeje, é Querebentã

A luz que bem de Daomé, reino de Dan

Arte e cultura, Casa da Mina

Quanta bravura, negra divina

 

Zumbi é rei

Jamais se entregou, rei guardião

Palmares, hei de ver pulsando em cada coração

Galanga, pó de ouro e a rendição, enfim

Maracatu, chegou rainha Ginga

Gamboa, a Pequena África de Obá

Da pedra do Sal, viu despontar a cidade do

Samba

Então dobre o Run

Pra Ciata d`Oxum, imortal

Soberana do meu carnaval, na princesa nilopolitana

Agoyê, o mundo deve o perdão

A quem sangrou pela história

Áfricas de lutas e de glórias

 

Sou quilombola Beija-Flor

Sangue de Rei, comunidade

Obatalá anunciou

Já raiou o sol da liberdade

 

Sou quilombola Beija-Flor

Sangue de Rei, comunidade

Obatalá anunciou

Já raiou o sol da liberdade