CARNAVAL DE MAQUETE
U E S M

G.R.E.S.M.

Real Marlin Azul


O Trono Enlouqueceu no Reino das Bananas Verdejantes


Carnavalesco : Fernando Soares
Samba utilizado(Escola/Ano) : ACADÊMICOS DO CUBANGO 2010
Interpréte :

SINOPSE


Autor(es) : Fernando Soares


O Trono Enlouqueceu no Reino das Bananas Verdejantes
Autor: Fernando Soares

No Reino das Bananas Verdejantes havia um soberano muito vaidoso que se achava o grande salvador da pátria que o pariu. Alguns anos antes do início do início do seu reinado foi o responsável, junto à maioria da corte, por depor a rainha. Naquela época era conhecido como Vice-rei Decorativo e casado com uma jovem bela e recatada do palácio.
O Rei, recém coroado, em sua insanidade e ânsia de aparecer para as outras monarquias, saiu entregando o patrimônio como se não houvesse amanhã. Abriu as portas e as pernas para que outros reinos fizessem negócios pouco vantajosos para Bananas Verdejantes. Permitiu que forasteiros explorassem as minas de ouro negro (um tipo raro de mineral escuro) e entregou o controle da BananAir (empresa responsável pela fabricação de planadores rudimentares).
E nessa zorra, o monarca deitou e rolou. Resolveu deixar de lado os investimentos em educação, saúde e segurança. Congelou os salários e reduziu direitos trabalhistas com a justificativa de equilibrar as finanças reais. O povo, maluco e com razão, resolve protestar mesmo sabendo que, quando um governo tem poderes ‘absolutos’, nenhum decreto é suspenso.
Mesmo com a alta rejeição dos súditos, o apoio da burguesia parecia o suficiente para que Sua Majestade construísse uma ponte para o futuro, mas uma curva acentuada a direita na linha da história, transformou suas pretensões em uma pinguela, fazendo o Reino das Bananas Verdejantes voltar 20 anos em dois.
Desde a sua coroação, uma onda conservadora tomou conta de todo o território. Mostras, exposições e manifestações culturais são censuradas em nome da ‘família tradicional’ bananense. Não se sabe quem é, do que se alimenta, onde vive essa tal ‘família tradicional’, mas este grupo é muito influente no reino.
A Rainha deposta e seu antecessor (ainda aclamado por uma parcela considerável da plebe) preso no calabouço do castelo ainda incomodavam. Várias manifestações ensandecidas aconteciam próximas ao ‘Xadrez’ Real mostrando a influência dos que não governam mais. Foi golpe! Golpistas!
Outros pineis, por outro lado, todos opositores da rainha deposta, declaram apoio a intervenção das tropas reais, para que coloquem ordem na baderna. A quantidade de malucos apoiadores cresce a cada dia... Parece até que um ‘messias’ sairá de lá... Mais louco é povo ou quem te governa?
No fim, todos os insanos se encontram na paradisíaca ‘Praia da Saudade’, onde o sol nasce primeiro no reino das Bananas Verdejantes. É lá que assistem a queima de fogos na tradicional ‘Festa da Virada’, que é um festejo bananense, cujo objetivo é comemorar a mudança de governo. Quem será o próximo doido a governar o ‘desgovernável’ reino? Alguns sentem saudade do ex, outros querem velhos modelos. No fim, quem irá ajudar Banana Verdejantes a encontrar o seu rumo?
Qualquer semelhança com fatos ou pessoas reais não é mera semelhança... E essa história entrou por uma porta, saiu por outra, e quem quiser que conte outra!

Fernando Soares
Carnavalesco
GRESM Real Marlim Azul

Escute o Samba

Autor(es)
Sardinha, Carlinhos da Penha, Junior Duarte, Diego Nicolau, Dílson Marimba e Raphael Prates

Puxador(es)
Tiãozinho Cruz

O trono enlouqueceu
Essa epopéia decifre ou lhe devora
O palácio se ergueu no toque do marquês
E o monarca nessa zorra deita e rola
Insano que sou, viajei
E vi a beleza maquiar a clausura
Os loucos de pedra fazendo a história
Camisas de força tolindo memórias
E a nova banana, tremenda baderna
Mais doido é o povo ou quem te governa?

Tá lotado de maluco... Fechou!
Assombrado, o artista pintou
Já é hora da virada nesse surto imaginário!!!
Tô por conta do cenário, sou um louco sonhador

Renasce das cinzas pra vida
Bossa nova, um hino contra a opressão
Em uma nudez incontida
Da dura que dita, sangrando a nação
Clareia minerva assanhada
Ergui a bandeira nas diretas já
Pra ver meu país mais feliz
De cara pintada, eu fui protestar
E o meu Brasil Pinel desperta pra folia
Sambando no raiar de um novo dia

É mais que paixão, beirando a loucura
Vesti verde e branco, ninguém me segura
Cubango encanta e traz liberdade
Aos loucos da praia chamada saudade