CARNAVAL DE MAQUETE


           

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Grêmio Recreativo Escola de Samba de Maquete

Real Marlim Azul


Uma buzinada para a esculhambação. Vá pra ponte que partiu, corrupção!


Carnavalesco : Fernando Soares
Samba utilizado(Escola/Ano) : São Clemente / 2004
Interpréte : Anderson Paz

SINOPSE


Autor(es) : Fernando Soares

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Mãos ao alto, isso é uma assalto! Jogue para um lado e para o outro que agora é carnaval, é folia de momo, é a esculhambação da felicidade à vera. Sinal verde para a G.R.E.S.M. Real Marlim Azul. É chegada a hora!

A bandalheira toma conta do cenário político nacional. Autoridades peladas com as mãos no bolso recheados de dinheiro lavados, enxugados, estendidos e passados para paraísos fiscais. Mas calma, ainda não é o fim, mas também não é o princípio. Desde a invasão portuguesa o Brasil vem sendo saqueado, índios sendo comprados com espelhos traduz e antecede o que mais tarde se tornaria essa magnífica terra, onde o que é sério é o carnaval. Em Pernambuco, uma ponte deu início ao primeiro pedágio no brasil. Uma verdadeira baderna a lá brasileira... Para convencer o povo a atravessar, prometeram que do outro lado viriam um boi voar. E muitos foram em romaria ‘pra ponte que partiu’!

O tempo passa e o ‘propinoduto’ passa por debaixo da camada Pré-Sal. Os ratos começam a abandonar o barco. O último a sair deveria ser o capitão, mas como quase nada em Brasília faz muito sentido, estamos sem rumo. Nesse mar de lama (e não estamos falando de Mariana!), surge um 'tsunami' de toga, contrariando todas as perspectivas, enfia o dedo na ferida Brasil, escancara e mostra a cara dos ‘espertões’. Para tirar tanta sujeira era preciso uma faxina, um verdadeiro 'Lava- Jato' verde e amarelo. Uma grande confusão se forma... Amores são traídos, a deduragem vem premiada. Mas que coisa, não? Não se pode mais confiar na bandidagem!!! E vazamentos não são mais problemas de encanamento. A esculhambação, assim como a zoeira, não tem limites. E tome vazamentos.

Ao longe, ao menos muito longe das periferias, a elite revoltada assume a cozinha. Ao invés de surdos e tamborins, panelas e frigideiras e está feito o carnaval dos endinheirados. Os utensílios descem os elevadores dos bairros nobres e tomam as ruas. Salgadinhos tipicamente nacionais enfeitam manifestações. Vira carnaval fora de época, mas por que não? Afinal, tudo é motivo para festa. Banqueiros e empresários sonegadores de impostos marcham de mãos dadas contra juros abusivos e contra a corrupção. A que ponto chegamos! Tornamo-nos a pátria da piada pronta! O camarada que fura o sinal vermelho, a moça que fura a fila do ônibus e os ‘estudantes’ das carteirinhas falsificadas. É tanta mea culpa que devemos fazer... Não se protesta contra práticas que todos comentem. E viva a galhofa!

Seremos honestos, só de sacanagem! Contra toda a história do país, vamos “pagar limpo quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês”¹. O lema será “o que é meu é meu, o que é seu é seu”. Acabaremos com as expressões 'jeitinho brasileiro', 'se tem farinha pouca, meu pirão primeiro', 'você sabe com quem está falando?' e até o infantil 'achado não é roubado, quem perdeu foi relaxado'. Crianças se comportarão como crianças e adultos como seres responsáveis, 'com o tempo conseguiremos ser limpos, éticos e o escambau'¹ e curtir o pais do carnaval com Chacrinha e Dercy Gonçalves, pais da alegria e síntese dessa nação chamada Brasil.
Ass: Fernando Soares - O Grade Esculhambador.
¹ Trechos extraídos do poema 'Só de Sacanagem' de Elisa Lucinda.


Escute o Samba



Autor(es): Jorge Melodia, Noronha, Marcos Zero e César Ourol

A cobra vai fumar
De além mar, ao mar de lama
Gostoso é pecar, se lambuzar no mel da cana
Índias que não estão no mapa
Na boquinha da garrafa, cheias de amor prá dar
O tal batavo começou avacalhar
E como brasileiro gosta de uma obra
Nassau fez até de sobra
Mascarando o leão, do norte lugarejo sem saúde
Onde a maior virtude era viver de armação
Macunaíma, anti-herói idolatrado
Aqui tudo foi tramado, pra virar esculhambação
Todo mundo pelado, beleza pura
Todo mundo pelado, mas que loucura
Ninguém segura a perereca da vizinha
É um barato a Buzina do Chacrinha
Era a corte um rebú
Se ouviu o sururú, vai prá ponte que o partiu
Com o laranja individado
O pedágio foi cobrado, o primeiro do Brasil
O boi voou, começou a robalheira
A galhofa, a bandalheira, pra chacota nacional
Mas tira o olho, ninguém tasca eu vi primeiro
Tem muito boi brasileiro pra comer nesse quintal
Onde a zorra vai parar
Eu tô sofrendo mas eu gozo no final
A São Clemente faz a gente acreditar
Que no Brasil o que é sério é carnaval.