CARNAVAL DE MAQUETE


               

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Grêmio Recreativo Escola de Samba de Maquete

Cárcara do Samba


Sertões em Cordel


Carnavalesco : Everton Santana
Samba utilizado(Escola/Ano) : Os Sertões-Em Cima da Hora -2014
Interpréte : *

SINOPSE


Autor(es) : Everton Santana/ Fernando Soares

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Um universo farto de histórias. Tantos contos, causos que é impossível passar despercebido. A Carcará do Samba anuncia 'Sertões em Cordel' para o seu carnaval.
O Carcará desce a Paraíba e sobrevoa o chão rachado do sertão nordestino. Terra de solo pedroso, vegetação rica e diversificada e de clima semi-árido. Mas o pássaro não se faz de rogado e, com sua fama de mal, 'quando vê roça queimada', canta, canta Carcará!
A 'águia de lá do sertão' é conterrânea de vários personagens como: Lampião, Antônio Conselheiro, Mestre Vitalino e muitos outros guerreiros nordestinos. Guerreiros sim, porque pra viver com tanto sofrimento, é necessário vencer inúmeras batalhas. A fome, a sede, o analfabetismo fazem parte dessa guerra que a nossa ave encantada presenciou e ainda vivencia nos dias de hoje. Mas o bicho de 'bico volteado' consegue enxergar além da dor e do sofrimento deste povo abençoado. Não há povo mais entusiasmado e crente num futuro próspero do que o povo nordestino.
Salve meu 'Padim Padi Ciço'! Valei-me minha Nossa Senhora! Em romaria toda fé se encontra protegida nas asas do 'bicho que avoa que nem avião'. O sertanejo é apegado a sua terra e ora para que os santos mandem água para sua própria sobrevivência e de suas plantações e rebanhos. A fé é tamanha que na falta de recursos o milagre da vida acontece: um simples cacto que brota armazena o liquido que mata a sede do agricultor e alimenta seus animais. Quando a água não é suficiente, o agricultor perde, mas ganha o Carcará que 'cume inté cobra queimada'. A vida no sertão é de aproveitamento de tudo. Nada se perde.
Nossa altaneira vê muita riqueza no sertão nordestino: no folclore pulsante, no artesanato fascinante e geografia que mais parece cenário de filme do estrangeiro. Quem nunca pensou em degustar um Baião de Dois, Sarapatel ou até mesmo um vatapá ouvindo um baião... Ah, meu São João... Quero forrozear pelo ano todo... Na Festa do Divino vou devotando alegria!

‘Os devotos do Divino
vão abrir sua morada
Pra bandeira do menino
ser bem-vinda,
ser louvada, ai, ai’
(Ivan Lins)
Sertão, onde a dor e sofrimento se misturam com a alegria de um povo lutador, sem deixar de sonhar com um futuro melhor, quando seus anseios serão atendidos.
‘Tenho Seca, Tenho Fome
Tenho Pressa Companheiro
se o desprezo me consome
eu sou forte e verdadeiro
você vem, mas logo some
Sabe bem que eu tenho nome
Sou Nordeste Brasileiro.
(Guibson Medeiros)

Escute o Samba

Autor(es)
Edeor de Paula

Puxador(es)
Antônio Carlos e Arthur da Mocidade

Marcados pela própria natureza
O Nordeste do meu Brasil
Oh! solitário sertão
De sofrimento e solidão
A terra é seca
Mal se pode cultivar
Morrem as plantas e foge o ar
A vida é triste nesse lugar

Sertanejo é forte
Supera miséria sem fim
Sertanejo homem forte
Dizia o poeta assim


Foi no século passado
No interior da Bahia
Um homem revoltado com a sorte
Do mundo em que vivia
Ocultou-se no sertão
Espalhando a rebeldia
Se revoltando contra a lei
Que a sociedade oferecia

Os jagunços lutaram
Até o final
Defendendo Canudos
Naquela guerra fatal