CARNAVAL DE MAQUETE
U E S M

G.R.E.S.M.

Acadêmicos do Litoral


MARIA CAROLINA JOSEFA LEOPOLDINA DE HABSBURGO – LORENA. MAS PODE ME CHAMAR DE IMPERATRIZ


Carnavalesco : Comissão de Carnaval - Vania Neves/Kleber Neves / Evellyn Neves / Tallyson Neves/ Jonathan Neves.
Samba utilizado(Escola/Ano) : Imperatriz Leopondinenze 1996
Interpréte : Preto Joia.

SINOPSE


Autor(es) : Vania Neves e Kleber Neves (adaptação Lukas Schuitheiss)


Os mares e oceanos sempre presentes nas histórias e sagas lusitanas transformam-se no ponto de partida da nossa história. A bordo de uma caravela, a família real portuguesa atravessou o Oceano o Atlântico fugindo às pressas da guerra imposta por Napoleão Bonaparte, e instalaram em terras brasileiras a sede do Reino. Foram tempos de bonança e muitas transformações culturais, o Brasil passava de Quinto dos Infernos para um consolidado centro politico no reino de Portugal. Na família Real, as coisas também mudaram. Pedro, o primogênito de D. João e Carlota Joaquina alcançara a maior idade e precisava se casar. Buscou-se nas tradicionais famílias europeias “aquela que seria a futura imperatriz do Brasil”.

A escolhida foi da Áustria, Maria Carolina Josefa Leopoldina De Habsburgo – Lorena, a Leopoldina. Muito ouro e diamantes foram levados pelo ministro Marquês de Marialva a mando de D. João para fazer a proposta de casamento ao pai dela, o Imperador Francisco I. Além de impressionar com sua riqueza, D. João queria mostrar que o melhor lugar para os herdeiros austríacos seria o Brasil, assim como envolver interesses de ambos os lados. Portugal, que estava fora de todas as conversas politica da Europa, e a Áustria, que seria inserida na América através do casamento. A Leopoldina conheceu D. Pedro através de um medalhão e logo se apaixona por ele. A cerimônia de casamento foi realizada através de uma procuração pelo Arcebispo de Viena, na capela de Santo Agostinho. D. Pedro I foi representado por Arquiduque Carlos, irmão de Francisco I, (o único que já tinha derrotado Napoleão).

A América e principalmente o Brasil, causava muita curiosidade e sedução em Leopoldina. Desde cedo a princesa já estudava a botânica, minerais e animais. Vindo para o Brasil, um país que ela ouvia falar que tem tudo que ela estudava, por livros e que agora poderia ver, sentir e ouvir, a deixou apaixonada. O desembarque da princesa foi em novembro de 1817, o povo e a realeza a esperavam ansiosos! Mas sem dúvidas, o mais ansioso de todos era D. Pedro I, que ainda não conhecia a sua noiva.

O casamento religioso da princesa Leopoldina e do príncipe D. Pedro foi na igreja da Santa Efigênia. Ali pela primeira vez ouviu a primeira batucada que era na verdade o Catopé, um tipo de dança da congada, anteriormente relacionada às festas religiosas e posteriormente ao carnaval. Para a recepção da princesa, foi contratado o pintor Jean Baptiste Debret para fazer a ornamentação da cidade. A princesa gostou tanto do que viu que o convidou para retratar a fauna, a flora e a cidade para que ela mandasse para sua irmã.

Em 1822 a família real retorna para Portugal e com isso D. Pedro I assume a regência no Brasil e Leopoldina começa a participar das reuniões politicas. Fica claro para todos o quanto ela era inteligente e estava disposta a participar do processo politico que iria transformar o Brasil. No mesmo ano, a corte portuguesa ordena o retorno de D. Pedro a Portugal. O mesmo ficou na dúvida se voltava ou não. Mas, Leopoldina tinha certeza que queria ficar e usando sua gravidez como argumento conseguiu adiar a viagem. Logo após ela consegui reunir mais de oito mil assinaturas pedindo permanência de D. Pedro. No dia 09 de janeiro D. Pedro fala a tão famosa frase “se é por bem todos e felicidade geral da nação digam ao povo que eu fico”.

Em agosto de 1822, D. Pedro precisa viajar as pressas para São Paulo, Alguns focos de resistências e da revolução estavam acontecendo na província e que necessitava da presença dele. Com tudo isso D. Pedro deixa sua esposa Leopoldina como Regente. Dias depois Leopoldina fica sabendo do envio das tropas de Portugal ao Brasil para levar D. Pedro a força e com isso transformar o Brasil em colônia novamente. Leopoldina se reúne com o conselho do estado (entre eles José Bonifácio) e chegam a conclusão que o melhor é separar o Brasil de Portugal. Na manhã de 2 de setembro a princesa regente assina a independência do Brasil.

Mas o fato dela ser mulher e estrangeira poderia não ter validade, então ela envia para São Paulo junto com a resolução da corte, uma carta pessoal para D. Pedro informando que a hora de fazer a independência, era agora, se deixasse passar, talvez não tivesse outra oportunidade. D. Pedro diante da carta de Leopoldina e com a resolução ordena para que todos os soldados que tirasse as signas de Portugal, (ou seja, jogue fora os laços com Portugal). A partir daquele momento, D. Pedro decreta a independência do Brasil! A Leopoldina tem total influencia na independência do Brasil e fica muito claro na confecção da bandeira feita por Debret. O verde representa a casa de Bragança (Portugal) e o amarelo significa a família de Leopoldina.

O tempo passou e a Imperatriz Leopoldina continua sendo muito presente na vida dos brasileiros. Será que o Catopé ouvido em seu casamento teria influenciado alguma coisa na história? O fato é que surgiu no tradicional bairro de Ramos, no Rio de Janeiro, o G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense, uma das mais tradicionais e campeãs escolas de samba. Levando o nome desta tão importante personagem histórica, a verde e branco tem encantado o Brasil e o mundo com seus desfiles históricos e luxuosos, até mesmo já homenageou aquela que lhe dá o nome. Afinal, é carnaval, é samba verdadeiro, eu tenho orgulho de ser brasileiro.
Escute o Samba

Atravessou o mar
Temendo a invasão a Portugal
Desembarcando aqui, toda a Família Real
O tempo passou
D. Pedro precisava se casar
E foi da Áustria, a escolhida,
Carolina Josefa Leopoldina
Clareia, Viena
Num raro espetáculo de cor
Pela vontade do rei
Marialva o Marquês
A Europa deslumbrou
Viena clareia
O noivado se realizou
Diamantes são presentes
Junto a um rico medalhão
Que fascina Leopoldina
Que casa por procuração (de lá pra cá)


E de lá pra cá
Só céu e mar... E esperança (bis)
Do Eldorado encontrar
O paraíso... e bonança


E ao chegar, o seu olhar se encantou
Linda aurora, fauna e flora
Revela o amor por esse chão
E a Pedro, impele em carta
Independência da nossa nação (Lá vem raiz)


Ô ô ô lá vem raiz
A Leopoldina é Imperatriz (bis)
É carnaval, é samba verdadeiro
Eu me orgulho de ser brasileiro