CARNAVAL DE MAQUETE
U E S M

G.R.E.S.M

Saudade


Maravilhosamente, um carnaval


Carnavalesco : Thiago Tapajós Gonçalves (cenógrafo) Adriano Ferreira de Carvalho (figurinista)
Samba utilizado(Escola/Ano) : GRCES Independente Tricolor/2012
Interpréte :

SINOPSE


Autor(es) : Thiago Tapajós Gonçalves/Thiago Antônio Cavalcante Silva


MARAVILHOSAMENTE, UM CARNAVAL

 

Autores: Thiago Tapajós Gonçalves/Thiago Antônio Cavalcante Silva

 

 

JUSTIFICATIVA: A G.R.E.S.M. Saudade vem exaltar, no seu primeiro car-

naval, a grandiosidade das construções humanas que representam a resistência, o amor, a luta, o mistério, a inteligência, a magia e a fé de civilizações e que ficaram para sempre marcadas em nossa história. Tais construções são objeto de fascínio e admiração e são anualmente visitadas por milhões de pessoas. Em 2007 houve uma eleição para que nações do mundo inteiro elegessem as sete maravilhas do mundo moderno: a Grande Muralha da China, o Taj Mahal na Índia, o Coliseu de Roma, as ruínas da cidade de Petra na Jordânia, Chichén Itzá no México, Machu Picchu no Peru e o Cristo Redentor no Brasil foram as escolhidas. 

 

Mas como no carnaval tudo é magia, a Saudade vai embarcar numa via-

gem onírica conduzida por Morfeu, o Deus dos Sonhos, que a mando de Zeus procura um sambista no Rio de Janeiro para mostrá-lo num delirante sonho as sete maravilhas do mundo moderno, escolhidas por representarem sete forças divinais. O sambista extasiado vai poder ver seu sonho materializado no que a G.R.E.S.M. Saudade intitulou de “Maravilhosamente um Carnaval”. 

 

SINOPSE: Zeus, o pai dos deuses da mitologia grega, o deus dos céus,

dos raios, dos relâmpagos, da ordem e da justiça, teve no mundo uma estátua erguida em sua homenagem, por ordem do governante Péricles, na Grécia, considerada uma das 7 maravilhas do mundo antigo. 

 

Zeus foi esculpido sentado num trono, tendo na mão direita a estatueta

de Nike, deusa da Vitória e na esquerda, uma esfera sob a qual se debruçava uma águia, símbolo do poder. A estátua foi destruída após um terremoto ocorrido durante o século V, sendo que seus detalhes e forma são conhecidos apenas através de antigas descrições e representações gregas em moedas. 

 

No alto do Monte Olimpo, a morada dos Deuses, Zeus, insatisfeito com

a destruição de sua imagem, convocou Morfeu, o Deus grego dos sonhos, para uma missão divinal: eleger as novas sete maravilhas do mundo moderno. Morfeu teve a incumbência de se transportar ao mundo dos homens e escolher as sete construções mais representativas já realizadas durante todos os tempos. Zeus, porém, determinou que as sete novas maravilhas do mundo deveriam ser a representação de sete forças, representativas dos poderes dos Deuses, para que através dessas


maravilhas, eles nunca fossem esquecidos pelos homens: a resistência, o amor, a luta, o mistério, a inteligência, a magia e a fé. 

 

A escolha de Morfeu para tal missão não foi aleatória, o Deus dos Sonhos

era dotado de grandes asas e conseguia se locomover com rapidez por todo o mundo. Outra característica era a sua habilidade de se transformar em qualquer coisa, manifestando-se nos sonhos dos homens através das mais diversas formas. Morfeu era o único dos Deuses gregos que tinha a capacidade de se comunicar com os humanos pelos sonhos, revelando até segredos divinais. 

 

Morfeu levantou-se de sua cama de ébano e veio ao mundo no ano de 2007, escolhendo, não por coincidência, o dia do desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, pois, segundo o gênio Joãosinho Trinta o carnaval brasileiro é “a oitava das sete maravilhas do mundo”. Para tanto, Morfeu se apoderou dos sonhos de um morador do Rio de Janeiro, um sambista, integrante da Escola de Samba Portela, que após desfilar pela sua agremiação, adormeceu e “nos braços de Morfeu” iniciou uma viagem onírica aos quatro cantos do mundo em busca das sete novas maravilhas modernas. 

 

E o sonho se inicia ... 

 

A força da resistência: Morfeu inicia sua viagem onírica na China, mos-

trando ao nosso sambista o início da edificação da Grande Muralha, que aconteceu no século 8 a.C., quando o país estava dividido em sete reinos que permaneciam em guerra. Nesse momento, os líderes de cada região ordenaram a construção de muros para defesa de suas áreas, dando origem às primeiras paredes erguidas como muralha. A separação do território chinês acabou no século 3 a.C., quando o povo Qin derrotou os rivais e tomou conta de todo o país, tornando a China um império. O Imperador Qin Shi Huang, então, ordenou a construção de um muro na divisa norte do país para defesa da nação contra países inimigos. A construção desse monumento possui uma representatividade perante o mundo como um símbolo da força e da resistência do povo chinês, afinal, a Muralha da China é a mais extensa fortificação defensiva do mundo. Sem dúvida é uma das mais impressionantes façanhas arquitetônicas da História. Assim, a força da resistência do povo Chinês fez com que Morfeu escolhesse a primeira maravilha do mundo moderno. 

 

A força do amor: Nosso sonhador é levado à Índia e lá conheceu a histó-

ria do Imperador Shah Jahan. Na condição de monarca, Shah Jahan tinha várias esposas, mas Aryumand Banu Begam era, sem dúvida, a mais amada. A sua predileção por Aryumand era tanta, que passou a chamá-la pelo nome de Mumtaz Mahal, ou seja, “a eleita do palácio”. Entretanto, a relação afetuosa entre Mumtaz e Shah chegou ao fim quando a esposa preferida não sobreviveu ao parto de seu décimo quarto filho. Desolado com a perda de sua amada, o poderoso rei ordenou a construção de um enorme mausoléu que deveria abrigar o corpo de sua amada e, ao mesmo tempo, simbolizar o amor do rei à sua falecida esposa. Nos vinte e dois anos seguintes à morte de Mumtaz Mahal, o rei não poupou esforços para que sua homenagem póstuma fosse devidamente concluída. Durante vinte e dois anos, mais de 20 mil trabalhadores e o esforço de mais de 1000 elefantes foram empregados na construção do Taj Mahal, nome dado à construção, que significa “a coroa do lugar”. O Taj Mahal representa a maior prova de amor que o mundo já presenciou, que se imortaliza através do tempo e se converte em esplendor e glória, assim, a força do amor do Imperador Shah Jahan pela sua falecida esposa fez com que Morfeu elegesse o Taj Mahal como a segunda maravilha do mundo moderno. 

 

A força da luta: Num simples bater de asas Morfeu faz com que nosso

sambista seja transportado ao Coliseu de Roma. Essa magnífica obra foi criada como um presente ao povo romano, por ordem do imperador Vespasiano, que em épocas passadas haviam sofrido perdas e reveses indescritíveis nas mãos do Imperador Nero. Sua construção é tão impressionante e original, tendo utilizado métodos novos e cálculos matemáticos extremamente avançados. Foi inaugurado com os famosos 100 dias de jogos, que envolviam combates entre gladiadores e feras selvagens. Morfeu mostrou a nosso sonhador como eram disputados os históricos combates de gladiadores, as lutas entre animais, várias execuções e caçadas. Foi, portanto, o maior palco de lutas do mundo, sendo, assim, escolhida a terceira maravilha do Mundo moderno. 

 

A força do Mistério: O mistério sempre cercou os Deuses e selecionar

uma maravilha criada pelo homem que representasse o grande mistério da civilização não seria uma tarefa fácil. Morfeu transporta o nosso sambista até Petra, na Jordânia, uma cidade inteira esculpida na pedra. Aliás, o próprio, nome da cidade significa “pedra” em grego. Ao longo dos tempos, Petra, berço do povo nabateu, foi conhecida por várias expressões: cidade rosa, rochosa, perdida, das pedras e dos mortos. Ela foi fundada em 312 a.C., e se transformou em um eixo importante nas rotas comerciais. Caravanas de seda, incenso e especiarias ligavam a China e a Índia à Grécia, Roma, Egito e Síria. Árabes nômades, os nabateus talharam, literalmente, a cidade, em uma mistura de arquitetura greco-romana e oriental. Mas Petra sucumbiu quando o imperador romano Adriano a conquistou, obrigando que os nabateus abandonassem a cidade, após dois terremotos a terem destruído. Petra ficou esquecida no tempo e na areia – só os beduínos sabiam como encontrá-la no deserto. Até que, em 1812, o explorador suíço Johann Ludwig Burckhardt, amante da cultura muçulmana, se fez passar por um mercador árabe para conquistar a confiança dos beduínos, que um dia finalmente lhe mostraram o caminho das pedras. Petra sempre foi um enigma para os homens. A cidade rosa tão velha quanto o tempo, é considerada a mais misteriosa cidade do mundo, sendo, portanto, a representação perfeita do mistério dos Deuses. Foi escolhida a quarta maravilha do mundo moderno. 

 

A força da inteligência: Uma das características que os homens herda-

ram dos Deuses é a inteligência. O mundo é tomado de exemplos de como a inteligência humana foi capaz de produzir maravilhas! A inteligência da civilização maia surpreendeu até mesmo os Deuses gregos. A maior referência é Chichén Itzá, uma cidade maia em ruínas, localizada no México, que serviu de centro político, econômico e religioso daquela civilização. As construções por si só já impressionam pelo tamanho, mas o mais intrigante é a genialidade com que elas foram projetadas, pois, revelam o profundo domínio que os maias tinham em diversas áreas do conhecimento, como matemática, geometria, astrologia, arquitetura e engenharia. As várias estruturas – a pirâmide de Kukulkan, o Templo de Chac Mool, a Praça das Mil Colunas, e o Campo de Jogos dos Prisioneiros – são admiradas e demonstrativas de um extraordinário compromisso para com a composição e espaço arquitetônico. A pirâmide foi o último e, sem qualquer dúvida, o mais grandioso de todos os templos da civilização maia. Na base da pirâmide existe uma cabeça de cobra feita de pedra que, quando se junta ao corpo, dá a impressão de que a serpente está descendo pirâmide abaixo. Como para os maias a serpente é um símbolo sagrado, supõe-se que a ideia era passar a sensação de que Deus estava descendo do céu. Assim, por representar o símbolo de inteligência e arrojo de uma civilização já extinta, Chichén Itzá foi escolhida por Morfeu a quinta maravilha do mundo moderno. 

 

A força da magia: O Deus dos sonhos levou nosso sambista a cidade de Machu Picchu, um dos dois mais importantes centros urbanos da antiga civilização inca. Por ser uma sociedade antiga de forte inclinação religiosa, os incas construíram Machu Picchu em adoração ao deus sol, pontuando praças, cemitério e casas em lugares estratégicos para dar passagem à divindade adorada. Toda a cidade histórica é feita de pedra, hoje em ruínas. Em Machu Picchu foram construídas pirâmides em degraus, templos, calendários solares e diversas outras construções em pedra e adobe. A magia de Machu Picchu se revela pela forma como a cidade foi formada, toda em pedras talhadas de forma perfeita, que fez com que Morfeu tivesse a certeza que seus tamanhos, cortes e posicionamento eram baseados em estudos astronômicos, tanto que foram os incas quem criaram o relógio do sol, uma espécie de calendário que indicava não só os dias do ano, mas também o início e o fim de cada estação. Por ser a mais perfeita representação da magia dos

Deuses, Morfeu escolheu “a cidade perdida dos incas” como a sexta maravilha do mundo moderno.

 

O despertar do sambista ... 

 

A força da fé: O sambista acorda como se tivesse em um transe, extasi-

ado com a visão de tantas maravilhas, mas ainda intrigado, pois ao final do sonho, Morfeu lhe fala que a última das maravilhas representa a fé e que cabia a ele discernir qual seria, afinal esta força é cabível apenas aos mortais. Ao sair de casa, e disposto a aproveitar os últimos momentos, o sambista segue refletindo sua missão, descobrir qual maravilha poderia representar a fé. E passa pelas ruas e lugares, com um olhar diferenciado, admirando a beleza de sua cidade, que mesmo tão sofrida ainda faz jus ao título de Cidade Maravilhosa, quando de repente resolve olhar para cima e se depara com a estonteante visão daquele que de braços abertos acolhe a todos sem distinção, o Cristo Redentor. E o sambista se sente como no sonho, arrebatado por Morfeu, exclama: “é Ele!

Sim, só pode ser Ele!”. 

 

O Cristo Redentor começou a ser construído em 1922 e foi inaugurado

em 12 de outubro de 1931. A estátua imponente foi erguida no alto do Corcovado a 709 metros de altitude. Cartão postal do Brasil, o monumento representa a fé de um povo plural. De braços abertos o Redentor abençoa e ao mesmo tempo acolhe a todos os que vivem ou visitam a Cidade Maravilhosa. 

 

Enfim, eis que o desejo de Zeus foi atendido e por meio de Morfeu, o

homem escolheu as sete maravilhas do mundo moderno. E a G.R.E.S.M. Saudade vem orgulhosamente no seu primeiro desfile materializar essa viagem onírica pelas sete maravilhas do mundo moderno, da melhor maneira que o brasileiro tem de expressar sua alegria, apresentando: Maravilhosamente um carnaval! 

 

Evoé!  

 


Escute o Samba

Escola/ Ano: GRCES Independente Tricolor/2012 (A Independente apresenta: as sete novas maravilhas do mundo)
Compositores: Rafael Pínah e Pê Santana
Intérprete: Pê Santana

Terra abençoada, paraíso tropical
De braços abertos, emana calor, sua beleza é monumental
Encena o mistério dos incas
Na velha montanha a se revelar
Trilhando os caminhos da América
Se encontra o templo dos maias
A grande muralha se tornou orgulho do povo oriental
Foi proteção na China Imperial
Cenário de batalhas, palco do Império Romano
Arena de gladiadores
Tão imponente esculpira em rochas e ruínas
Surgiu a cidade de Petra
A prova de amor originou um monumento sem igual
Maravilhoso o redentor abraça o mundo nesse carnaval Um sentimento movido por um ideal independente Nessa viagem me leva que eu vou. Sou tricolor!