CARNAVAL DE MAQUETE


       

   

Grêmio Recreativo Escola de Samba de Maquete

Império


Y-Jurerê Mirim – Entre contos e lendas o Império relembra a história de Floripa


Carnavalesco : José carlos
Samba utilizado(Escola/Ano) : Acadêmicos do Grande Rio 2011 (Compositores: Edispuma, Foca, Licinho Jr. Marcelinho Santos).
Interpréte : Wander Pires

SINOPSE


Autor(es) : José Carlos

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Cansado de esperar que a Acadêmicos do Grande Rio reeditasse o imortal enredo “Y-Jurerê Mirim- a encantadora Ilha das Bruxas”, a Império volta ao ano de 2011 para buscar esse enredo e traze-lo de volta para a avenida.
Observando a beleza dos céus e o encanto das águas, encontrasse um arquipélago coberto de nevoa em pleno Atlântico Sul, um paraíso repousando sobre o mar, lá se encontra uma ilha coberta de mistérios e encantos, lá está “Y-Jurerê Mirim, a encantadora Ilha das Bruxas”.
A mágica e misteriosa ilha repleta de bruxas, lobisomens, boitatás, feiticeiros e seres encantados, cercada por um intenso mar azul.
Um misterioso povo chamado Carijó se desloca do Amazonas para a Ilha da Magia, começando assim a povoar aquela faixa de terra. O misterioso mar que cerca a ilha era caminho de navegantes, piratas e cientistas que vinham no afã de se aventurar, desbravar o local, porém, o intenso mar, era palco de grandes náufragos das embarcações.
Segundo a lenda, no mar havia uma grande força mística que atraia muitas baleias, golfinhos e grandes cardumes de peixes para junto dessa ilha, se tornando a base da alimentação dos povos que ali viviam. Atraindo até mesmo povos de outras terras. Logo depois vieram das Áfricas as centenas de escravos trazidos pela Coroa Portuguesa (açorianos) para explorar a ilha, encontrar um eldorado.
Assim a ilha mística abraça todos esses povos como seus filhos, juntos com todos os mitos e lendas do lugar.
“Rezei forte nesse chão...”, vão embora dessa terra bruxas, já chega de enfeitiçar esse lugar. “Sai pra lá assombração...”, vos deixem em paz lobisomens e boitatás, já chega de amedrontar e aterrorizar nossa ilha. “Já peguei meu patuá...”, todos os seres encantados, amaldiçoados e bruxólicos vão-se embora deste lugar em nome do pai, do filho e de todos os santos... Amém!
Vem chegando os tempos de festas na ilha, marcados pelos festejos folclóricos e sacros, o sagrado e o profano. Vou festejar com o Boi-mamão, dançar no Cacumbi e Pau de fitas, a Festa da Tainha, uma das mais importantes da região, Nossa Senhora dos Navegantes que nos abençoe, sigo cantando com fé na Cantoria do Divino para deixar a época ainda mais festeira e feliz. Enriquecendo a cultura popular.
A ilha encantada atrai milhares de turistas todos os anos, que se encantam pela beleza das suas 42 praias riquíssimas em verde. Suas águas calmas a agitadas, tépidas a geladas, ótimas para praticantes de diversos esportes aquáticos, como mergulho, surfe, windsurfe, além de morros propícios para os saltos de parapente. O grande clássico Havaí e Figueirense agita o povo da ilha.
Os frutos do mar imperam na culinária da ilha, diversos pratos feitos à base dos frutos do mar. Quanta beleza há na área dos artesanatos da Ilha da Magia, entre os resquícios de vida portuguesa está a famosa renda de bilro, cerâmica, utensílios feitos em palha trançada, a linda azulejaria e tapeçaria portuguesa, enriquecem a cultura do lugar.
Um dos mais belos patrimônios históricos de Florianópolis, a Ponte Hercílio Luz, foi construída com o objetivo de ligar a parte insular da capital do estado, na ilha de Santa Catarina, à sua parte continental, visando substituir o antigo serviço de ligação por balsas e foi tombada como patrimônio histórico.
Sem dúvida nenhuma a Ilha da Magia é uma das mais lindas existentes no mundo, sua beleza natural encanta, a riqueza da fauna e da flora aquática e terrestre deslumbra os olhos de quem as conseguem enxergar, mostrando ao Brasil e ao mundo, toda essa beleza da Ilha de magia e encantamento chamada Florianópolis. Sem duvidas, no passado, nos dias de hoje e no amanhã, Florianópolis será para sempre A Ilha da Magia!
Escola honrada, exemplo de superação, teve seu barracão completamente destruído, começando do zero faltando pouco menos de um mês para o carnaval. Mostrou sua garra, orgulhando sua comunidade. Renasceu das cinzas reconstruindo “Y-Jurerê Mirim”, entrou na avenida para provar sua força e arrebatou muitos corações. Merecendo mais que uma simples homenagem, a Acadêmicos do Grande Rio renasce das cinzas para que todos os olhos enxerguem a tua vitória trazida pelas fadas da Ilha Mística e repousando mais uma vez sobre a passarela sagrada do samba

Escute o Samba

Compositores
Mingau, Deré, Elias Bilili
co, Régis
Intérprete

Wander Pires


Pintei as água
s de azul
O vento que sopra
me leva pro sul
Mistérios a navegar
Meu olhar a me guiar
Yjurerê-mirim, meu medo vai desembarcar
Aonde, mora o bem o mal feitiço e bruxaria
Cascaes, a lenda me traz a essa terra
Por caminhos guerreiros
Cheguei ao paraíso aventureiro

A brisa do mar, vai me levar
Pro meu eldorado, meu tesouro
Sobrou do pirata, o brilho da prata
Meu reinado vale ouro

Anoiteceu que arrepio
Bruxas são mesmo de assustar
Sai pra lá essa alma não é tua
Vi, lobisomem sete cuias, boitatá
Pra espantar tem muita reza e patuá
Hoje um novo dia chegou
O pior já passou, amor, vou dançar
Boi-de-mamão me fez menino
É linda a festa do divino, vem celebrar
A fauna, a flora de um povo sem igual
Do meu Brasil cartão postal

Floripa é luz do sol, a noite é poesia
A Grande Rio tendo a lua como par
Faz uma ponte entre o sonho e a magia