REGULAMENTO

TÍTULO 1
DA ORGANIZAÇÃO DOS DESFILES

Artigo 1º. O desfile das agremiações que compõem a União das Escolas de Samba de Maquete (UESM) obedecerá o seguinte regulamento nos Carnavais de 2017 e 2018, além do Grupo B em outubro de 2016.

§ 1º. Para o carnaval de 2016/2017 a coordenação da UESM será composta por: Coordenador Geral: Marco Antonio Ferreira; Coordenador de Desfiles e Mídia: Lukas Schultheiss; Coordenadores adjuntos de desfile: Denis Rafael (Grupo Especial), Cleiton Almeida (Grupo de Acesso A) e Murilo Santos (Grupo de Acesso B).

§ 2º. A UESM será responsável pela organização dos desfiles, que serão exibidos em formato de vídeos disponibilizados via internet através do YouTube em seu site oficial, além de divulgação na imprensa e redes sociais. Seus coordenadores se colocam à disposição para auxiliar todas as agremiações fornecendo ajuda necessária para que as escolas consigam montar os desfiles e cumprir o regulamento.

§ 3º . Cabe a cada agremiação zelar pelo nome da UESM, fazendo cumprir o regulamento através de seu desfile e suas atitudes;

§ 4º . Todas as agremiações que desfilarem pelos Grupos Especial e Acesso A estão automaticamente garantidas no desfile do ano seguinte, a não ser que saiam oficialmente da UESM. Caso necessitem atualizar os dados, basta solicitar a ficha de atualização e enviar as informações para o e-mail oficial.

§ 5º . Toda a comunicação oficial da UESM ou para a UESM só será válida se realizada pelo e-mail oficial carnavaluesm@gmail.com ou outro que venha a ser divulgado como oficial pela coordenação.

TÍTULO 2
INSCRIÇÃO DE NOVAS ESCOLAS

Artigo 2º. As escolas que queiram desfilar pela primeira vez ou as que deixaram de desfilar e queiram voltar para a UESM, precisam preencher uma ficha de inscrição que deverá ser solicitada e encaminhada pelo e-mail oficial carnavaluesm@gmail.com para participar do Processo de Avaliação e posteriormente, se for aprovada, desfilará no Grupo de Acesso B.

2.2. O Processo de Avaliação:

2.2.1. Toda nova escola que se inscrever terá um prazo até 1º de Agosto do ano corrente para enviar o esboço do seu Projeto de Carnaval contendo sinopse, letra do samba, roteiro do desfile e mostrar nitidamente 4 fantasias diferentes prontas. Fica a critério da escola apresentar partes do seu barracão, alegorias ou outros materiais. Este projeto ficará restrito apenas à coordenação da UESM, que aprovará ou não a escola para fazer parte do Grupo de Acesso B.

2.2.2. Cabe à coordenação da UESM analisar e julgar se a escola tem condições de participar do Grupo de Acesso B. Seguindo as seguintes orientações:

a) Se a ficha técnica e o projeto de carnaval estão preenchidos corretamente;
b) Se a sinopse é original ou se é plágio ou se foi adaptada de um outro texto já existente sem prévia autorização;
c) Se o samba está liberado para ser utilizado ou se outra escola já o requisitou anteriormente;
d) Se o logo de enredo e a bandeira são originais;
e) Se o Roteiro de Desfile está condizente com o texto da sinopse e com o tamanho de desfile proposto para o Grupo B;
f) Se as fantasias estão vestindo o corpo dos bonequinhos padrões da UESM e atendem aos requisitos de parecerem realmente fantasias de carnaval e não apenas papel, plástico ou tecido colocado em cima dos bonecos.

2.3. A agremiação que não for aprovada pode tentar refazer o projeto até o prazo final estipulado no regulamento ou tentar novamente no ano seguinte.

2.4. A UESM disponibilizará modelos de documentos como ficha técnica e projeto de carnaval, bem como modelos preenchidos para servirem de apoio.

2.5. Só serão aceitas inscrições e recebimento de materiais que estejam dentro dos documentos ou fichas oficiais encaminhadas pela UESM.

2.6. O máximo de escolas aprovadas para o Grupo de Acesso B é de 16 escolas ou igual a soma de agremiações desfilantes no Grupo de Acesso A e Especial.

2.7. Somente após a divulgação do resultado do Processo de Avaliação e a concordância em participar dos desfiles as novas escolas passam oficialmente a fazer parte da UESM.

TÍTULO 3
CALENDÁRIO DE EVENTOS

Artigo 3º. As reuniões dos coordenadores da UESM com os representantes das agremiações participantes acontecem por meio de redes sociais e videoconferência, com datas e horários estipulados a serem confirmadas pela coordenação através de e-mail.

3.1. Datas dos desfiles e apuração nos carnavais de 2016/2017 serão:

a) Grupo de Acesso B 2016 Desfile: 14 e 15 de outubro a partir das 14:30 h Apuração: 23 de outubro;
b) Grupo de Acesso A 2017: Desfile: 15 de abril a partir das 14 h Apuração: 23 de abril;
c) Grupo Especial 2017 Desfile: 16 de abril a partir das 14 h Apuração: 23 de abril.

3.2. Sorteio de ordem de desfiles
3.2.1. Grupo de Acesso B em agosto
3.2.2. Grupo Especial e Acesso A em dezembro:

a) O sorteio deverá ser realizado ao vivo por meio de vídeo e aberto ao público;
b) A agremiação campeã no Grupo Especial tem o direito de escolher a sua ordem de desfile. As demais entram no sorteio;
c) Após o sorteio os representantes das agremiações presentes terão o prazo de 5 minutos para realizarem trocas de posição entre si.

3.4. Ciclo de discussão sobre o Regulamento em maio.

TÍTULO 4
DOCUMENTAÇÃO

Artigo 4º. Só serão aceitos como oficiais documentos que estejam dentro das fichas oficiais encaminhadas pela UESM e alterações só poderão ser feitas até o prazo final da entrega dos mesmos.

4.1. Só será validado como “entregue” o documento que estiver inteiramente preenchido. A UESM enviará um e-mail resposta, confirmando o recebimento de cada um dos documentos.

4.2. Antes de divulgar sinopse, samba ou enredo publicamente, as agremiações deverão encaminhar à UESM a solicitação de uso de samba e enredo para não coincidir com a escolha de outra agremiação. Caso coincida, fica com o samba ou o enredo escolhido aquele que primeiro encaminhar o pedido.

4.3 Toda a documentação do carnaval deverá ser entregue em um único arquivo denominado Projeto de Carnaval, cujo arquivo e modelo serão disponibilizados pela UESM e deverá conter:

a) Ficha técnica;
b) Bandeira da escola;
c) Dados do desfile;
d) Logo de Enredo;
e) Sinopse de enredo;
f) Samba-enredo;
g) Roteiro de desfile;
h) Observações.

4.4. O vídeo oficial do desfile deve ser entregue no prazo máximo de até uma semana antes da data do desfile, respeitando as normas dispostas no Título 5 deste regulamento.

4.5. O prazo final para entrega do Projeto de Carnaval é de duas semanas antes do desfiles. Ou seja, nos carnavais 2016/2017 será:

a) Grupo de Acesso B: 7 de Outubro de 2017;
b) Grupo de Acesso A: 1 de Abril de 2017;
c) Grupo Especial: 2 de Abril de 2017.

4.6. Caso a documentação não seja entregue no prazo a agremiação perde 0,1 por dia de atraso para cada um dos documentos incluídos nas alíneas do item 4.3 com o prazo máximo de dez dias de atraso. Após passado este prazo, a agremiação fica fora do Livro Abre-alas, podendo ter seu julgamento prejudicado em vários quesitos.

4.7. É obrigatória a inclusão dos nomes de compositores, autores do enredo e carnavalescos para que o documento seja considerado como completo, caso contrário, fica valendo como documento incompleto e é pode ser penalizado por atraso caso a agremiação não o complete dentro do prazo.

TÍTULO 5
O VÍDEO DO DESFILE

Artigo 5º. Os desfies das agremiações participantes da UESM acontecem por meio de vídeos que misturam técnicas de Filmagem Padrão com Stop Motion e que devem ser editados para que fiquem o mais parecido possível com um desfile real. Deve ser realizado dentro de uma pista de desfile, com componentes (bonecos) fantasiados, alegorias e setores coreografados, como comissão de frente e mestre-sala e porta-bandeira.

§ 1º . Entende-se por Filmagem Padrão: a captura de imagens feita por câmera de vídeo. Seja ela realizada por celular, filmadora ou outro meio eletrônico que permita capturar imagens em movimento mostrando a evolução dos segmentos do desfile.

§ 2º . Entende-se por Stop Motion: uma técnica de animação que utiliza fotografias sequenciadas com pequenas mudanças de movimento entre os objetos para que ao ser editado com cada foto correspondendo a frações de segundo pareça vídeo e pareça que o respectivo objeto está em movimento. É muito utilizado para mostrar coreografias.

§ 3º . A descrição do vídeo deverá incluir um texto-padrão que será divulgado pela UESM convidando o público a conhecer o projeto.

§ 4º . Os vídeos de desfile devem ser programados no YouTube para entrar no horário sorteado anteriormente, respeitando a sua cronometragem.

§ 5º . A escola deve mostrar no vídeo oficial o desfile completo com início e final de desfile (ou seja, o primeiro bonequinho “cruzando a linha de início de desfile” e o último bonequinho ou carro “cruzando a linha de final de desfile”). O desfile deve ser apresentado em um único player de vídeo, sem divisões ou complementos em outros vídeos. Caso isso aconteça, contará apenas o primeiro vídeo apresentado.

§ 6º . Limita-se o tempo de 5 minutos totais para mostrar concentração, dispersão, esquenta e outras imagens que não sejam o desfile em si.

§ 7º . É sugerido às agremiações que façam vídeos de lançamento dos seus respectivos sambas e enredos para aumentar a divulgação das mesmas nas redes sociais. Caso o faça, deverá incluir na descrição do vídeo um texto-padrão que será divulgado pela UESM convidando o público a conhecer o projeto. O conteúdo do vídeo é livre, podendo mostrar o logo, a bandeira da escola, samba escolhido, textos, depoimentos, fotos, imagens de barracão e outros. Este vídeo não conta ponto, não é obrigatório e não precisa ser programado, apenas o link encaminhado para o e-mail da UESM para que seja divulgado no site oficial, imprensa e redes sociais.

5.1. CRONOMETRAGEM: o “tempo de vídeo” passa a contar a partir do momento em que o vídeo começa, independente da escola não ter iniciado o desfile. E dura até o encerramento do vídeo, independente se o desfile acabou ou não. A concentração e a dispersão entram na contagem de tempo do vídeo. São determinados os seguintes tempos de vídeos:

a) Grupo Especial: 20 a 30 minutos;
b) Grupo de Acesso A: 15 a 25 minutos;
c) Grupo de Acesso B: de 10 a 15 minutos.

5.1.1 Penalidades

a) Se o vídeo for programado de forma errada (entrando antes ou depois do horário determinado): 1,0 ponto;
b) Se o vídeo tiver mais de 5 minutos totais utilizados para concentração, dispersão esquenta e outras coisas que não sejam o desfile em si: 0,1 (um décimo) por minuto;
c) Se o vídeo não mostrar o desfile completo como exposto no § 5º: 0,1 (um décimo) se não mostrar o início e 0,1 (um décimo) se não mostrar o final;
d) Se a escola não cumprir a contagem máxima de tempo de vídeo: 0,1 (um décimo) por minuto utilizado a mais;
e) Se a escola não cumprir a contagem mínima de tempo de vídeo: 0,1 (um décimo) por minuto utilizado a menos para completar o tempo mínimo.
f) Se o vídeo for dividido em partes: -1,0 (um ponto) e será considerado para avaliação apenas o primeiro vídeo.

5.2 ÁUDIO DO DESFILE: Cada agremiação precisa apresentar o desfile com um samba-enredo de base. As escolas deverão contar com áudio de samba do início ao fim de seu desfile. Este samba pode ser inédito, regravação ou ainda um áudio originalmente utilizado em outra agremiação real ou virtual (extraído do desfile, CD ou DVD ou outro) devendo ser editado para o tempo de desfile e sem conter vinhetas, picotes ou falhas. É necessário o prazo de 2 (dois) anos ou dois carnavais para que um samba-enredo possa ser reeditado na UESM.

5.2.1 Penalidades:

a) A escola que passar com o desfile sem áudio: 5,0 (cinco pontos);
b) A escola que tiver falhas de picotes ou de outras vinhetas por cima do áudio: 0,1 (um décimo) por falha/vinheta;
c) Caso o samba acabe antes do término do desfile: 1,0 (um ponto);
d) Caso o áudio contenha narração ou comentários de outro desfile: 1,0 (um ponto);

5.2.2 Ressalva: Os trechos de vídeo antes ou depois do desfile – denominados concentração, dispersão e esquenta – podem conter áudios diferentes, como queima de fogos, vinhetas, discursos e outros.

5.2.3 Ressalva: Antes da aprovação do novo regulamento que instituiu o tempo de dois anos ou dois carnavais para utilização de um samba-enredo na UESM, três agremiações do Grupo Especial já haviam divulgado seus enredos e sambas oficialmente com autorização da liga. Portanto, é aberta exceção desta regra no carnaval 2017 para as seguintes escolas: G.R.E.S.M. Império de Ouro Branco, G.R.E.S.M. Monarcos do Samba e G.R.E.S.M. Unidos de Santa Cruz.

TÍTULO 6
MONTAGEM DO DESFILES PISTA DE DESFILE

Artigo 6º . Deverá ser nas cores Branco ou Cinza e ter espaço mínimo de 30 cm de largura e 02 metros de comprimento. Deverá ser escrito no chão da pista as marcações de início e fim, bem como a metragem de largura e comprimento.

§ 1º . Entende-se por Pista de Desfile o local plano e reto no qual a escola irá se apresentar. Também chamada de passarela, rua ou avenida.

§ 2º . O espaço para recuo de bateria deve ter a mesma cor da pista de desfile e ter tamanho suficiente para compor todos os componentes da bateria.

§ 3º . É facultativa a construção do Sambódromo com arquibancadas, camarotes, mesas, entre outros.

6.1.1 Penalidades:

a) Se a pista for menor que as medidas solicitadas: 0,1 (um décimo)
b) Se a pista vier em outra cor diferente de branco ou cinza: 0,1 (um décimo)
c) Se a pista não apresentar as marcações por escrito de início e fim, bem como a metragem de largura e comprimento: 0,1 (um décimo) para cada irregularidade.
d) Se a pista não apresentar recuo de bateria: 0,1 (um décimo).

TÍTULO 7
COMPONENTES E ALAS

Artigo 7º . O padrão de bonecos utilizado nos desfiles da UESM são bonecos de plástico do tipo “peladinho” em todas as suas variações de cor e versões padrão: mais gordinho, mais baixinho, criança, idoso etc. Nas arquibancadas, camarotes ou fora do desfile é liberado o uso de outros tipos de boneco desde que não integre como componentes na pista do desfile.

7.1 Penalidades:

a) Se constar algum componente diferente do Padrão UESM: 0,1 (um décimo) por boneco apresentado de forma irregular.

7.1.2 Ressalva: A única escola que não usa os bonecos do tipo peladinho dentro do Padrão UESM é a G.R.E.S.M. Império de Ouro Branco e ela continua sendo a única permitida a usar os bonecos no tamanho diferente (incluindo também suas versões padrão) uma vez que já os utilizava antes da mudança no regulamento.

ALAS 7.2 Entende-se por ala a união de componentes dentro de uma mesma seção de desfile, normalmente utilizam a mesma fantasia e encontram-se enfileirados formando blocos de componentes. Na UESM, uma ala pode ter fantasias diferentes desde que seja justificado no Roteiro do Desfile. O contingente mínimo é de 12 componentes por ala.

7.2.1. NÚMERO DE ALAS:

a) Grupo Especial: 15 (quinze) a 25 (vinte e cinco);
b) Grupo de Acesso A: 15 (quinze) a 20 (vinte);
c) Grupo de Acesso B: 10 (dez) a 15 (quinze).

7.2.2. Penalidades:

a) Componente apresentado a menos: 0,1 (um décimo) por componente;
b) Ala apresentada a menos: 0,1 (um décimo) por ala;
c) Ala apresentada a mais: 0,1 (um décimo) por ala 7.3 ALAS OBRIGATÓRIAS Bateria, Passistas, Velha Guarda e Ala de Baianas são obrigatórias e todas entram na contagem oficial de alas. O Carro de som, mestre de bateria e intérpretes contarão como parte da bateria e não são obrigatórios.

7.3.1 Penalidades:

a) Bateria deve se apresentar com objetos que se assemelhem aos instrumentos utilizados em uma bateria de escola de samba real: 0,5 (meio ponto) pela ausência do instrumento ou pela falta de semelhança (independente de ser tratar de apenas 01 ou de todos os instrumentos);
b) Bateria não especificada no vídeo ou que não realizar o recuo durante o desfile: 1,0 (um ponto) para cada irregularidade;
c) Ala de Passistas deve conter representantes masculinos e femininos que caracterizados como tal para não ser penalizada: 0,5 (meio ponto) pela irregularidade;
d) Ala de Passistas não especificada no vídeo: 1,0 (um ponto);
e) Ala de Baianas deve ser caracterizada com saia (independente do tamanho e formato), realizar o giro característico e ser especificada no vídeo: 1,0 (um ponto) para cada irregularidade;
f) Velha Guarda é obrigatória e pode estar presente em ala ou carro alegórico, desde que seja especificada sua posição no organograma. Independente da posição no desfile deve conter o número mínimo de componentes (12). Sua ausência no desfile é penalizada: 0,5 (meio ponto).

7.4 ALAS NÃO-OBRIGATÓRIAS

§ 1º . São permitidas, mas não obrigatórias a inclusão de Alas de Compositores, Damas, Baianinhas, Crianças, Diretoria, Amigos da Escola, entre outras. Elas entram na contagem oficial de número de alas especificada para cada grupo caso a escola opte por tê-las.

§ 2º . Os Guardiões de Mestre e Sala e Porta Bandeira, Rainhas (ou corte) de bateria e os Destaques de Chão são elementos facultativos e não entram na contagem das alas, no entanto pede-se bom senso na utilização dos mesmos pra que não cresçam em número exagerado os elementos do desfile e não formem uma ala.

TÍTULO 8
ALEGORIAS E ADEREÇOS

Artigo 8º. São permitidos os usos de alegorias, tripés, quadripés, pede passagem e adereços nos desfiles da UESM.

8.1. Entende-se por Alegorias: Plataforma decorada com enfeites, esculturas e componentes formando cenários que ajudam a contar o enredo da escola. Normalmente traz “queijos” (plataformas menores) que se sobressaem com componentes em posição de destaque. É obrigatório que se apresente no mínimo 3 (três) componentes e a sugestão é que tenha pelo menos 15 cm de comprimento.

8.2 NÚMERO DE ALEGORIAS:

a) Grupo Especial: 04 (quatro) a 05 (cinco);
b) Grupo de Acesso A: 03 (três) a 04 (quatro);
c) Grupo de Acesso B: 01 (uma) a 02 (duas).

8.2.1 Penalidades:

a) Alegoria apresentada a mais: 0,5 (meio ponto) para cada uma;
b) Alegoria apresentada a menos: 0,5 (meio ponto) para cada uma;
c) Componente apresentado a menos em cima dos carros: 0,5 (meio ponto) para cada elemento a menos;
d) Ausência de alegorias: 1,0 (um ponto) e fica sem as notas do quesito.

8.3. Entende-se por Tripé ou Quadripé: Estrutura semelhante à alegoria, onde a decoração é colocada sobre uma plataforma ou suportes, porém, deve ser obrigatoriamente menor que as alegorias apresentadas no desfile e com menos componentes (máximo de 2, pode até mesmo se apresentar sem componentes). Pode vir em qualquer parte do desfile, inclusive no meio de alas e na comissão de frente e, independente da posição, entra na contagem máxima do número de tripés e quadripés de cada grupo.

8.3.1 NÚMERO DE TRIPÉS OU QUADRIPÉS:

a) Grupo Especial: 03 (três) no máximo;
b) Grupo de Acesso A: 02 (dois) no máximo;
c) Grupo de Acesso B: 1 (um) no máximo.

8.3.1 Penalidades:

a) Tripé ou quadripé apresentado a mais: 0,5 (meio ponto) para cada um;
b) Componente a mais em cima dos tripés ou quadripés: 0,1 (um décimo) para cada.

§ 1º . Entende-se por Pede Passagem: uma alegoria que vem à frente da escola (antes do abre-alas) trazendo uma mensagem em saudação: seja ela ao público ou à imprensa, ou mesmo o nome da agremiação ou do enredo. Normalmente é mais estreito que os tripés e também pode ser feito em forma de portal ou mensageiro. Não pode apresentar componentes sobre ele, caso apresente passa a ser considerado Tripé ou Quadripé. Seu uso é facultativo e liberado em todos os Grupos: Especial, Acesso e Acesso B.

§ 2º . Entende-se por Adereços: Elementos alegóricos como esculturas, guarda-chuvas, decorações, flâmulas, estandartes, e demais objetos que são carregados por componentes. Não podem possuir plataforma para transportá-los, caso contrário, passam a ser considerados tripés ou quadripés.

COMISSÃO DE FRENTE

Artigo 9º . É o primeiro contingente da agremiação. Tem como função iniciar o desfile de forma caracterizada como baluarte ou fantasiada e apresentar à escola e o tema do carnaval ao público e aos jurados. O número de componentes varia de 08 (oito) a 15 (visíveis).

§ 1º . É permitida a inserção de outros quesitos e elementos neste quesito como o casal de Mestresala e Porta-bandeira, desde que não passe à frente dos componentes da comissão.

§ 2º . É permitido o uso de tripé ou quadripé em todos os Grupos da UESM, inclusive interagindo na coreografia. Sendo liberada aqui e somente nesta posição de desfile, a presença de mais de 2 componentes sobre o tripé ou quadripé.

§ 3º . Os únicos componentes que podem ficar à frente da comissão de frente são: o coreógrafo, o presidente e o carnavalesco da agremiação, desde que sejam identificados no vídeo.

§ 4º . O quesito será avaliado mesmo que não apresente o contingente mínimo ou máximo de componentes; ou que outro quesito passe à frente; ou que outro elemento do desfile não permitido no regulamento fique à frente. Só ficará sem as notas do quesito se não apresentar nenhum componente.

9.1 Penalidades:

a) Quantitativo de componentes visíveis a mais ou a menos.: 1,0 (um ponto) por componente;
b) Outro quesito ou elementos à frente da comissão de frente: 1,0 (um ponto);
c) Se não apresentar a identificação do quesito: 1,0 (um ponto);
d) Se o tripé ou quadripé da Comissão de Frente vier maior que o Abre-alas: 1,0 (um ponto); e) Ausência de comissão de frente: 1,0 (um ponto e fica sem as notas do quesito)

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Artigo 10º O Mestre-sala e a Porta-bandeira formam um casal que tem como responsabilidade maior apresentar o símbolo máximo da agremiação que está desfilando: sua bandeira. O mestre-sala dança graciosamente em volta da dama, enquanto ela dança em rodopios segurando a bandeira sempre desfraldada.

§ 1º . A agremiação deve apresentar entre 02 (dois) e 03 (três) Casais de Mestre-sala e Portabandeira. Sendo que os dois primeiros a aparecem no desfile serão avaliados cada um formando um subquesito.

§ 2º . É obrigatório que um dos casais utilize a bandeira com o pavilhão da escola. Aos demais casais o uso é facultativo, podendo utilizar outras bandeiras. E todas devem ser estampados na frente e no verso.

§ 3º . É obrigatória apresentar a coreografia que remeta aos passos de dança característicos dos casais de Mestre-sala e Porta-bandeira. 10.1 Penalidades:

a) A ausência de Casais de Mestre-sala e Porta-bandeira: 1,0 (um ponto) e fica sem as notas do quesito;
b) A apresentação de Casal a menos do que o solicitado: 1,0 (um ponto) e fica sem as notas do subquesito;
c) A apresentação de casais a mais do que o máximo permitido: 0,5 (meio ponto) por casal.
d) A ausência do pavilhão oficial da escola em, pelo menos, um Casal de Mestre-sala e Portabandeira: 1,0 (um ponto).
e) A ausência da estampa na frente ou verso das bandeiras: 0,5 (meio ponto) para cada bandeira.

PROFISSIONAIS

Artigo 11º . Entende-se como profissional, todas as pessoas que colaboram para a elaboração do desfile de uma escola de samba de maquete, seja de forma direta, como carnavalescos e presidentes, ou de forma indireta, como o intérprete de um samba reeditado.

§ 1º . Um profissional não poderá assinar a mesma função em duas escolas no mesmo grupo. Em grupos diferentes é considerado jornada dupla e é permitido.

11.1. Segue uma lista de funções específicas e a classificação que um profissional pode ter na UESM:

a) Pode ser Presidente de apenas 01 (uma) uma escola por vez;
b) Pode ser Carnavalesco (ou integrar comissão de carnaval) de uma escola por grupo;
c) Pode ser Intérprete de sambas inéditos (ou integrar grupo de intérpretes) de uma escola por grupo;
d) Para funções como autor de enredo, compositor de samba e intérprete de samba reeditado fica liberada a participação em quantas escolas forem solicitadas;
e) Pode ser componente, destaque ou composição de quantas escolas desejar;

11.2 Penalidades
a) 5,0 (cinco pontos) em ambas escolas por profissional repetido que desrespeite os itens do artigo 11.1.

ORIGINALIDADE

Artigo 12º . A UESM existe para possibilitar que futuros carnavalescos, diretores de carnaval, intérpretes, presidentes, coreógrafos e demais profissionais de carnaval possam ao mesmo tempo brincar de fazer carnaval e mostrar o seu trabalho, a sua criatividade e o seu talento para o público. Todos são incentivados a criarem seus próprios desfiles ou fazer releituras de sambas e desfiles, porém, dando a eles um formato inédito.

a) Apesar de se tratar de um desfile de carnaval em maquete, não são aceitas as miniaturizações de desfiles reais;
b) Não poderão repetir de forma alguma os elementos apresentados de desfiles originais ou de outras ligas;
c) É permitido o reaproveitamento de materiais de outros desfiles, desde que descaracterizados, redecorados ou reutilizados de maneira diferente.

12.1 Penalidades

a) 3,0 pontos por elementos repetidos de desfiles, inclusive reais ou outras ligas TÍTULO 7 APURAÇÃO E JULGAMENTO.

Artigo 13º . As agremiações participantes da UESM passam por um processo de avaliação que inclui tanto o cumprimento das regras estabelecidas neste regulamento, quanto o julgamento específico seguindo quesitos e critérios por um grupo selecionado de pessoas que dão notas para diversos aspectos do desfile, ao processo de leitura de notas destes julgamentos e avaliações damos o nome de apuração.

§ 1º . O Sorteio da ordem em que os quesitos que serão lidos, será realizado durante a semana, como video-teste para a apuração.

§ 2º . A apuração das notas será realizada sempre um final de semana após os desfiles, salvo exceções designadas pelo coordenador de desfiles.

§ 3º . Após a apuração será divulgado o resultado oficial para o conhecimento de todos através do site oficial, imprensa e redes sociais.

QUESITOS 13.1. Os quesitos avaliados serão estes:

a) Comissão de Frente;
b) Conjunto;
c) Alegorias e Adereços;
d) Fantasias;
e) Enredo;
f) Mestre-sala e Porta-bandeira;
g) Evolução

JULGAMENTO 13.2. As notas podem ser fracionadas de 8,0 até 10,0 em todos os Grupos. 13.2.1 No Grupo Especial e Grupo de Acesso A haverá 04 (quatro) jurados para cada quesito e a menor nota será descartada.

13.2.2 . No Grupo de Acesso B haverá 02 (dois) jurados para cada quesito e todas as notas serão válidas.

13.3. Serão convidados para a função de jurados preferencialmente pessoas envolvidas com o carnaval real e que tenham facilidade no uso da internet.

13.3.1. Presidentes ou ex-presidentes de escolas participantes da UESM não pode ser jurados.

13.4 . Quando um jurado faltar, um jurado reserva deve ser chamado. Se mesmo assim, o jurado reserva faltar a maior nota do quesito é repetida.

13.5 . Quando um jurado esquecer de dar uma determinada nota, a maior nota do quesito é repetida. 13.5 . Todas as notas devem ser nota menor que 10 (dez) devem ser justificadas, caso não sejam, a nota é anulada e a maior nota do quesito é repetida.

PENALIDADES 13.6 . O coordenador de desfiles terá a função de verificar as obrigatoriedades e os questionamentos das escolas em parceria com os coordenadores adjuntos.

13.6.1 Os presidentes das agremiações terão o direito de verificar as irregularidades dos desfiles das coirmãs, em até 48 horas após o término do último desfile e encaminhar para o e-mail oficial da UESM. 13.6.2 A partir da divulgação das penalidades, o presidente acusado terá 24 horas para o direito de resposta que será analisado pela Coordenação da UESM, e divulgado pelo coordenador dos Desfiles. 13.6.3 Um dia da apuração das notas todas as penalidades devem ser lidas ou divulgadas ao público. E no dia da apuração o valor total das penalidades será somado para colocar na tabela de notas das agremiações.

ACESSO E REBAIXAMENTO

13.7 . Para os carnavais regidos por este regulamento os grupos devem respeitar a seguinte formatação:

a) Grupo Especial: total de 8 escolas Caem 2 escolas para o Grupo de Acesso A;
b) Grupo de Acesso A: total de 8 escolas Sobem 2 escolas para o Grupo Especial Caem 3 escolas para o Grupo de Acesso B;
c) Grupo de Acesso B: máximo de 15 escolas desfilantes Sobem 4 ou quantas forem necessárias para compor 8 agremiações no Grupo A. Cai metade de baixo da tabela de classificação, que precisa passar novamente pelo “Processo de Avaliação” para confirmar vaga no ano seguinte. As demais escolas permanecem no Grupo.

13.8 . O acesso ou rebaixamento de uma agremiação acontece oficialmente apenas na apuração dos desfiles, ou seja, uma escola não pode ser promovida ou rebaixada antes da apuração.

13.8.1 Caso seja necessário, um número diferente de acessos ou rebaixamentos pode ser promovido para equilibrar os Grupos Especial e Acesso A para que a configuração seja de 8 escolas.

13.9 . Caso deixe de desfilar, a escola zera os pontos e será automaticamente rebaixada na apuração.

13.10 . Caso, ao final da apuração, aconteça o empate, o critério utilizado para o desempate será a leitura das notas na ordem inversa dos quesitos (de trás para a frente). Se mesmo assim persistir o resultado, será decretado o empate das duas ou mais agremiações.

13.10.1 . Caso o empate aconteça nos grupos de acesso e coincida com a ascensão de uma agremiação a mais do que o regulamentar, desconfigurando o tamanho dos grupos, no ano seguinte deverá ser realizado o rebaixamento de escolas a mais do que o normal, para que os grupos voltem a ter a sua configuração regulamentar de 8 escolas.

PREMIAÇÃO 13.11 . A UESM busca por meio de sua coordenação valorizar o estudo e aprendizado do carnaval. Por isso, além de troféus ou medalhas, os participantes das agremiações campeãs recebem livros e demais materiais sobre carnaval. Outros prêmios podem ser acrescentados e serão divulgados publicamente, porém, dependerão de apoios, patrocínios ou doações que venham a ocorrer.

TÍTULO 8
DESFILIAÇÃO

Artigo 14º. A qualquer momento do ano corrente uma agremiação pode pedir desfiliação da UESM. Independente do motivo. Caso isso ocorra, ela deixa de fazer parte do quadro de agremiações participantes e para voltar a competir precisará se inscrever e participar de todo o processo de avaliação, assim como todas as demais agremiações que quiserem ingressar na liga.

14.1 . Para ser considerado válido e oficial, o presidente da agremiação deve encaminhar para o email oficial da UESM o Pedido de Desfiliação. Caso isso não ocorra antes do desfile, todos os membros presentes na ficha técnica da escola ficam impedidos de participar da UESM por um prazo de dois anos ou dois carnavais.

14.2 . Caso um profissional anunciado como membro de uma agremiação deseje se desvincular seu nome da ficha técnica de uma escola, o mesmo poderá fazer através de um pedido de desvinculação por meio do e-mail oficial.

14.3 . Caso ocorra a desfiliação de alguma agremiação até 03 meses após a divulgação dos resultados da apuração do carnaval, cabe à coordenação da UESM definir como serão configurados os grupos:

a) Mantém o grupo inalterado e proporciona através da apuração dos desfiles do ano seguinte o acesso de uma agremiação a mais;
b) Anula o rebaixamento de uma agremiação do mesmo grupo para voltar a configuração de 8 escolas;
c) Promove o acesso de uma agremiação a mais para manter a configuração de 8 escolas.

TÍTULO 9
DISPOSIÇÕES FINAIS

Artigo 15º. Tudo o que consta neste Regulamento foi analisado e aprovado no Ciclo de Reuniões da UESM ocorrido no mês de maio de 2016, com maioria absoluta de votos das Escolas de Samba de Maquete que a constituem na data de 03/06/2016 em atas publicadas e divulgadas para todos os presidentes inscritos.

15.1 . Este regulamento tem validade para os carnavais de 2017 e 2018 além do desfile do Grupo de Acesso B, que acontece em outubro do ano de 2016.
15.2 . Alterações podem ser feitas de acordo com a necessidade de se atualizar o regulamento, porém, sem descaracterizá-lo, respeitando a decisão tomada pela maioria dos presidentes ao criá-lo.
15.3 . Anexos podem ser inseridos e erratas podem divulgadas para facilitar o entendimento dos artigos, incisos, tópicos e itens.
15.4 . Os casos omissos neste Regulamento serão apreciados, discutidos e decididos pela Coordenação da UESM e caso seja necessário, levados à plenária com os presidentes e representantes das agremiações participantes.